Marconi vai a Brasília pedir auxílio federal para conclusão de duplicação da BR-153

Governador se reuniu com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para resolver situação da rodovia, que se arrasta desde 2014

Segundo o governador, resposta deve sair no próximo dia 27 | Foto: Eduardo Junior Ferreira

O governador Marconi Perillo (PSDB) foi a Brasília nesta quarta-feira (18/1) para tentar resolver a situação do trecho Norte da BR-153, cuja duplicação se arrasta desde 2014. Ele se reuniu com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB).

O imbróglio começou porque o leilão de concessão no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi vencido pela empresa Galvão Engenharia, que entrou com pedido de recuperação judicial. Na reunião da recuperação, os diretores da companhia propuseram transferir o contrato a um consórcio internacional que já teria garantido um empréstimo financeiro de 1,5 bilhão de dólares.

Se a proposta tivesse sido aceita, o consórcio assumiria com o compromisso de concluir a duplicação dos 380 quilômetros do trecho goiano da via em até cinco anos. A extensão total é de 628 quilômetros, entre Anápolis (GO) e Aliança (TO). Com um trânsito pesado de caminhões, o trecho registra acidentes automobilísticos frequentes.

Marconi procurou Padilha porque se o problema não for solucionado em até 60 dias, a licitação entra em processo de caducidade, ou seja, deixa de ter validade. Se isso acontecesse, o contrato seria rescindido e a responsabilidade pela conservação da rodovia voltaria para o DNIT, que alega não ter recursos para mantê-la, assim como a Galvão.

Segundo o governador, o resultado para o problema deve sair no próximo dia 27. “Tivemos uma boa conversa, uma conversa muito franca com o ministro”, declarou o governador. Além da demanda da BR-153, Marconi também tratou com ele sobre construção do contorno de Goiânia por parte da concessionária da BR-060, a Triunfo Concebra, além da construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Santa Genoveva.

Quanto ao aporte financeiro privado no trecho entre Anápolis e Porangatu ou seu retorno para o Dnit,  Marconi observou que é um assunto que será discutido “tecnicamente” pelas partes envolvidas e que o seu papel, como governador, “é buscar a solução rápida de um problema que não pode se arrastar mais”.

Acompanharam o governador na audiência o secretário Vilmar Rocha (Secima), o diretor da Celg G&T, Elie Chidiack e o deputado estadual Júlio da Retífica (PSDB). Também estava presente o diretor-presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos.

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