Em entrevista, Marconi critica leis “frouxas” que facilitam a impunidade e promete solução para a Celg

*Colaborou Ketllyn Fernandes

Tucano ressaltou que em 2014 os governos estaduais investiram cerca de R$ 2 bilhões para combater a violência, enquanto o governo federal aplicou R$ 50 milhões. Governador-candidato também abordou o imbróglio da transferência das ações da Celg

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Marconi Perillo (PSDB) durante sabatina realizada por uma emissora da capital | Foto: Divulgação

O governador e candidato à reeleição Marconi Perillo (PSDB) discutiu e analisou, durante entrevista ao Jornal Anhanguera, na noite desta terça-feira (20/8), a área da segurança pública em Goiás e também pontuou que as questões relativas à Celg estão prestes a ter um desfecho favorável ao Estado. O tucano criticou novamente “a omissão do governo federal”, pois segundo ele, os problemas relacionados à segurança devem ser de responsabilidade de todo o País, e não apenas dos estados. “Nós reconhecemos que a segurança é um problema brasileiro, e que os investimentos na área cabem somente aos governos estaduais. Vivemos uma crise nacional, agravada principalmente por conta da impunidade”, disse afirmando também que legislação e a execução penal são frágeis e “impendem a eficácia dos trabalhos” desenvolvidos em sua gestão.

A questão da segurança pública se tornou um dos principais pontos discutidos pelos candidatos ao governo do Estado. O peemedebista Iris Rezende salientou no último domingo (17) que a violência amedronta a população. O ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide (PT) afirma que os problemas relacionados à segurança serão solucionados quando houver políticas que combatam a disparidade social. Já o ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso (PSB) vem defendendo mais investimentos na área e critica o plano de carreira dos policiais.

Durante a entrevista dessa terça-feira, Marconi Perillo rebateu as críticas e afirmou que em 2014 o Estado contratou 3.800 policiais para “resolver os problemas relacionados à segurança”. “Além disso, já estamos com as tornozeleiras eletrônicas funcionando nos presídios; instalando os bloqueadores de celulares, e com uma polícia fortemente motivada, com o segundo melhor salário do Brasil. Estamos investindo para valer na inteligência, através de uma grande Central de Monitoramento”, destacou.

O tucano reiterou também que a polícia goiana nunca prendeu tantos bandidos como tem prendido.  “Nós criamos, inclusive, o Comando de Divisas para evitar a entrada de drogas e armas pesadas contrabandeadas, mas o maior problema é que a legislação é frouxa, e precisa ser alterada. Não é possível que um criminoso de alta periculosidade possa ser condenado a 30 anos e cumprir apenas um sexto da pena. Também não é possível que o menor seja usado por bandidos perigosos para matar e depois não possa ser punido com a severidade da lei”, declarou.

Novela Celg

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Durante a sabatina, a atual situação da Celg também foi discutida pelo candidato da coligação Garantia de um Futuro Melhor para Goiás, que atribuiu o endividamento da empresa à falta de investimentos. Segundo Marconi Perillo, o acordo com a Eletrobras permitirá que a Celg receba aporte de, pelo menos, R$ 7,5 bilhões.

“Parte da Celg será transferida para a Eletrobras, que é uma empresa pública. O que vamos conseguir é mais dinheiro, mais eficiência. A concessão da Celg vence no ano que vem. Se não fizéssemos o acordo com a Eletrobras, não teríamos prorrogação por mais 30 anos. Só a prorrogação de mais 30 anos dará a Celg pelo menos mais R$ 7,5 bilhões em ativos”, explicou o tucano.

Ainda de acordo com o tucano, desde 2012 a Eletrobas já colaborava na administração da Celg. “Agora estamos finalizando esse acordo para que o governo do Estado e a Eletrobras possam administrar a empresa. Repito que o problema financeiro da Celg começou com a venda das usinas Corumbá I e Cachoeira Dourada, e o que estamos buscando agora é a solução”, alfinetou em relação às gestões peemedebistas que o antecederam.

Novo impasse

Tido como certa para o primeiro dia de agosto, ou no mais tardar, no início da semana que passou, a assinatura da promessa de acordo entre a Celg e a Eletrobras iniciou a terceira semana deste mês sem concretização. Em entrevista ao Jornal Opção Online no dia 12/8 o diretor de Regulação da CelgD e vice-presidente da CelgPar, Elie Chidiac, confirmou o impasse, que segundo ele se deve ao que classificou de “surpresa de última hora” que contraria os interesses da companhia em favorecimento da estatal federal.

Diferentemente do que foi discutido em reunião entre os comitês jurídicos da procuradoria-geral da Celg e da Eletrobras no dia 29 de julho, no Rio de Janeiro, o plano de aplicações dos recursos (parcela R$ 1,9 bilhão a ser repassada pela Caixa) não prevê dois itens considerados cruciais para o Estado: o pagamento às prefeituras goianas de R$ 30 milhões de ICMS e, pelo menos, investimento de R$ 300 milhões na rede elétrica do Estado para “atender dignamente o consumidor goiano”, conforme arrematou o próprio dirigente.

Na tarde dessa segunda-feira (18) o conselho da CelgPar se reuniu  para procurar um desfecho para o imbróglio da transferência de 51% das ações da estatal goiana para a Eletrobras. Sobre esta tratativa, Elie Chidiac relatou que houve avanço nas discussões de “várias cláusulas”, mas ponderou que vai esperar que haja um retorno da Eletrobras antes de detalhar os pontos referidos.

 

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