Marconi pede que União viabilize financiamentos junto a bancos internacionais

Governador de Goiás se reuniu com ministro da Fazenda para conseguir executar projeto de redução de gastos

Marconi se reuniu com ministro da Fazenda nesta quarta-feira (9) | Foto: Humberto Silva

Marconi se reuniu com ministro da Fazenda nesta quarta-feira (9) | Foto: Humberto Silva

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acompanhado da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, e da secretária de Educação, Raquel Teixeira, reuniu-se na tarde desta quarta-feira (9/11) com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília.

Operações de crédito junto a organismos financeiros internacionais, leilão da Celg, divisão das repatriações e dívidas dos estados foram alguns dos assuntos abordados durante o encontro que durou mais de uma hora na sede do Ministério da Fazenda. O objetivo do governo é conseguir financiamentos por intermédio dos Bancos Mundial e Interamericano do Desenvolvimento para executar um projeto de redução de gastos, especialmente com pessoal.

Como são operações de crédito para assuntos que vão desonerar o peso do estado e vão ajudar no ajuste fiscal, o governador pediu para que haja a possibilidade de o Estado tomar empréstimos para trocar com financiamentos mais antigos e onerosos por outros com juros menores . O ministro ficou de analisar o pleito em fase de formalização na Sefaz.

O governador declarou que o objetivo é ter recursos novos para fazer planos de demissão voluntária reduzindo os gastos que tem hoje com pessoal. “O maior gasto que os estados têm é com a folha de pagamento. A ideia é pagarmos dívidas velhas trocando por dívidas novas com o objetivo de financiar esses projetos”, explicou.

Sobre o leilão da Celg, marcado para o dia 30 na Bolsa de Valores de São Paulo, Marconi disse que Henrique Meirelles declarou-se animado com a possibilidade de êxito no leilão. “A Celg D é atrativa, tem ativos bons. É a melhor companhia de energia da região Centro-Oeste. Ela, inclusive, está sendo reconhecida pela Aneel pelo bom atendimento. Ela melhorou muito nos últimos seis anos”, opinou o governador.

A grave crise financeira que afeta alguns estados esteve na ordem do dia da reunião com o ministro Meirelles. Marconi, que preside o Fórum Brasil Central de Governadores, se disse preocupado com o caos financeiro que assola alguns estados.

“Estamos unidos em uma agenda comum para salvar alguns estados que estão em situação difícil. Há várias PECs tramitando e que interessam diretamente aos governadores. Nós estamos muito unidos no sentido de continuar discutindo com o Congresso Nacional uma agenda pró ativa em favor dos estados e municípios”, declarou. Para ele, tudo o que for possível fazer no sentido de resolver a situação quase falimentar de muitos estados tem que ser considerado. Em sua opinião, os estados não podem chegar à situação em que chegou o Rio de Janeiro.

“Eu vejo hoje um movimento de alguns deputados falando em intervenção federal. Será que interessa ao Governo Federal realizar uma intervenção no Estado do Rio de Janeiro, assumindo um déficit de R$ 50 bilhões? Vários estados estão com muita dificuldade com tendência de piora no ano de 2017. O que nós temos que fazer é buscar soluções locais e no Congresso Nacional. Não vai aparecer uma varinha mágica para resolver problemas de colapso em estados e municípios. Se fosse fácil, bastaria mesmo o Governo Federal decretar uma intervenção nesses estados em dificuldade”.

Marconi disse ainda que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi corajoso ao enviar para a Assembleia um projeto promovendo ajustes e cortando secretarias, coisa que fez em Goiás em 2014 quando previu a crise. “As medidas precisam ser tomadas nos estados, até porque a União também tem os seus problemas, que são muitos”.

Por fim, Marconi e o ministro Meirelles falaram sobre os créditos do governo de Goiás que estão judicializados no STF. “O nosso objetivo é realizarmos um encontro de contas com a União para por fim a este tipo de demanda que tramita no Supremo”, pontuou Marconi.

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