Após apuração das urnas, tucano falou que não há “muito o que fazer” na última etapa das eleições. Governador teve 45,86% dos votos contra 28,40% de Iris Rezende

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Marconi Perillo fala a jornalistas ao lado da esposa, Valéria Perillo, de Vilmar Rocha (à esquerda), e do vice, José Eliton | Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O governador e candidato à reeleição, Marconi Perillo (PSDB) demonstrou não estar preocupado com o embate no segundo turno contra o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB). Em entrevista a jornalistas na noite deste domingo (5/10), no comitê central, o tucano afirmou que não mudará as estratégias de campanha para tentar eleger-se pela quarta vez ao governo estadual.

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“Não temos muito o que fazer. Vamos trabalhar contatando lideranças e falando com deputados que ganharam e não ganharam. Vamos manter a proposta de governo apresentada no primeiro turno e intensificar o trabalho onde necessário”, listou.

Ressaltando estar “tranquilo” e com os “pés no chão” com o resultado obtido nas urnas, Marconi Perillo justificou que a despreocupação se dá principalmente pela diferença de 17,46% diante o segundo colocado. “A maior resposta a todos os ataques e críticas que nos foram feitos e as crises e dificuldades que atravessamos é esse resultado [de hoje].”

O candidato à reeleição atingiu 45,86%% das intenções de voto no primeiro turno, ante os 28,40% de Iris Rezende.

Marconi Perillo previu que o panorama para os próximos 20 dias de campanha será o de continuar falando sobre ações já feitas e o que poderá ser melhorado pela atual gestão. O governador disse que a nova etapa será marcada pela comparação entre o trabalho realizado em seus três mandatos e os de Iris Rezende como prefeito de Goiânia e governador.

Opções

Em relação às estratégias para o segundo turno, a reportagem apurou que integrantes da base aliada dividiram opiniões. Deputado federal eleito em quarto lugar pela coligação de Marconi Perillo, o ex-secretário de Gestão e Planejamento Giuseppe Vecci afirmou que não haverá estratégias diferenciadas para o segundo turno. “Nenhuma. Não tem nada a mudar. Não tem opção melhor na disputa. E nós demonstramos isso durante a campanha em todas as cidades. Ele é a melhor opção para continuar perpetuando a riqueza do Estado”, analisou em entrevista ao Jornal Opção Online.

No campo das alianças, o presidente estadual do PSDB, Paulo de Jesus, disse que será preciso atentar para novas alianças com a oposição, especialmente com a dissidência do PMDB. “Agora, com Vanderlan Cardoso [PSB] e Antônio Gomide [PT] de fora, vamos ampliar a atuação em Senador Canedo e Anápolis”, argumentou, se referindo aos municípios onde os dois opositores foram prefeitos.

Um dos coordenadores de campanha de Marconi Perillo, o senador Cyro Miranda (PSDB) relatou à reportagem que é preciso mapear os locais em que o governador teve baixo desempenho. “Temos caminho livre em Anápolis e vamos fazer uma ação massiva em Goiânia”. Antônio Gomide, ex-prefeito de Anápolis, teve 56,41% de preferência em sua cidade, ao passo que Marconi Perillo ficou com 34,13%. Iris Rezende registrou apenas 4,59%. O governador também perdeu em Goiânia, que é administrada por Paulo Garcia (PT): foram 32,76% contra 36,63% do peemedebista.

O tucano lembrou que irá abrir diálogo com todas as lideranças possíveis. Inclusive com os candidatos que derrotados no primeiro turno.

Líder da dissidência peemedebista, o ex-deputado estadual Frederico Jayme relatou ao Jornal Opção Online que buscará mais alianças com prefeitos do PMDB. Para ele, a vitória de Marconi Perillo é “indiscutível”, principalmente em Anápolis, onde a rejeição de Iris Rezende foi grande no primeiro turno.

Disputa ao Senado

Derrotado na disputa pelo Senado, Vilmar Rocha (PSD) foi chamado de “guerreiro” por Marconi Perillo. Principalmente, considerou, pelo fato de seu aliado ter conseguido mais votos proporcionais que o principal adversário ao governo estadual, Iris Rezende.

De acordo com o governador, o seu candidato a senador não foi eleito devido aos resultados dos estudos de intenção de votos. “Se não fossem as pesquisas, o Vilmar Rocha teria ganhado. Ele deixou as pesquisas um pouco atordoadas. Se não fosse isso, teria ganhado.”

Vilmar Rocha teve 1.012.496 milhão de votos, ante os 898.645 mil de Iris Rezende.

Disputa presidencial

Em coletiva, Marconi Perillo falou ainda que ficou satisfeito com o desempenho do presidenciável Aécio Neves (PSDB) em Goiás. “Já tinha feito essa previsão a ele”, declarou, completando que existe uma perspectiva concreta de vitória nas eleições para presidente. “A última vez que ele veio a Goiás, estava desanimado. Injetamos energia nele.”

Candidato tucano fala para militantes em comitê central | Foto: Divulgação
Candidato tucano fala para militantes em comitê central | Foto: Divulgação

À militância, disse que o mais importante é que o mineiro “não passou vergonha” nas urnas em Goiás. O senador teve 41,54% das intenções de voto em relação aos 32,10% de Dilma Rousseff (PT), que concorre ao segundo mandato.