Marconi defende PEC do Teto de Gastos: “É fundamental limitar a gastança no Brasil”

Para governador de Goiás, que está em Brasília reunido com equipe do governo Temer, não há outra saída para resolver a crise

Governadores reunidos com presidente da Câmara | Foto: reprodução

Governadores reunidos com presidente da Câmara | Foto: reprodução

“É melhor ter uma PEC que limita gastos, do que dar aumentos e mais aumentos, gastar o que não se tem”, disse o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em entrevista em Brasília, comentando a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, do congelamento de gastos públicos.

Para o goiano, não seria correto dizer que o Estado deve gastar apenas com funcionários públicos. “Nós temos em Goiás 6 milhões de habitantes e 150 mil funcionários públicos. O Estado não pode gastar apenas com o serviço público”, afirmou Marconi, para quem a administração estadual deve investir pensando no conjunto da população.

Sobre a PEC do Teto de Gastos, Marconi argumentou que vai, na prática, “limitar a gastança”, porque o Estado não pode gastar mais do que arrecada, sob pena de acontecer com os outros estados o  que passa no Rio de Janeiro.

“O que está acontecendo é que os aposentados não estão recebendo em dia, já não há mais dinheiro para comprar remédios, gasolina para as viaturas policiais”, ponderou, acrescentando que o problema é sério porque não é só o Rio de Janeiro que está passando por essa situação, mas outros 20 Estados já estão anunciando que não têm dinheiro para pagar o funcionalismo público.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos foi aprovada em primeira votação esta semana pela Câmara dos Deputados. A medida estabelece que os gastos públicos terão aumento limitado ao reajuste da inflação do ano anterior durante 20 anos.

Educação

Sobre a conclusão da implantação da gestão em parceria com as organizações sociais (OSs) na Educação estadual, Marconi afirmou que essa é a principal prioridade do governo. Justificou que, nos últimos 30 anos, o Brasil não apresentou qualquer experiência inovadora em Educação, ao contrário do que ocorreu, por exemplo, na Coréia do Sul e na China.

“O que nós queremos é que a Educação possa fazer a diferença e deslanchar”, explicou Marconi, ao ressaltar que é preciso coragem para implantar mudanças qualitativas na Educação brasileira. “Se não fizermos mudanças definitivas, o Brasil vai continuar patinando”, asseverou.

Disse ter certeza de que os resultados vão ser “excelentes”, com a implantação do novo modelo. Ressaltou que os hospitais goianos já são administrados por Organizações Sociais. Na Educação, previu, as diferenças ocorrerão na vida dos alunos, cujos avanços poderão ser registrados pelo Ideb. “Com um aprendizado melhor, esses alunos vão ter condições de chegar às boas universidades do Brasil, especialmente às universidades públicas”, arrematou.

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