Marconi classifica de demagogia e politicagem críticas da oposição à federalização da Celg

*Colaborou Thiago Araújo 

Tucano não citou nomes, mas sugeriu a seus adversários que procurem ouvir os funcionários da companhia para saber qual a opinião deles

O governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição, respondeu pessoalmente nesta sexta-feira (29/8) as críticas que a oposição tem feito à federalização da Celg, que nesta semana cumpriu uma etapa crucial com a assinatura da promessa de compra e venda com a Eletrobras e, a partir daí, passou a receber manifestações mais incisivas de representantes de chapas adversários –– caso de Ronaldo Caiado (DEM) e Vanderlan Cardoso (PSB). “Vejo nesta campanha muita demagogia e muita politicagem e mentirada para tentar iludir o eleitor em busca do voto. O que estamos fazendo é muito sério e é à prova de quaisquer questionamentos judiciais”, asseverou, em coletiva à imprensa durante rápida vistoria técnica às obras do Estádio Olímpico.

O tucano se prontificou a deixar claro que, diferentemente do que tem sido divulgado por oposicionistas, o valor da negociação, com a concessão de exploração até 2045, não será de R$ 59 milhões (referente à concessão somente até 2015), mas na ordem de bilhões.

“A concessão está vencendo o ano que vem. [Nesta avaliação] a Celg vale bem menos do que valerá na renovação de sua concessão por mais trinta anos [até 2045]. Importante destacar que alguns adversários políticos dizem que o acordo entre a Eletrobras teria sido feito numa tentativa de empréstimo da Celg e não uma arrumação. O que nós fizemos foi uma reorganização societária e em aporte de recursos e aporte vultoso de investimentos”, disse, emendando que seu governo está “absolutamente” seguro de que “que o contrato é algo que leva em consideração o futuro da empresa”.

De acordo com o governador, o atual patrimônio líquido da Celg encontra-se estabelecido em R$120 milhões, dos quais o Estado receberá metade, sendo que, com a assinatura da renovação da concessão até 2045, esse montante chegará à casa dos bilhões.

O candidato também afirmou que antes seus “adversários torciam para que o acordo não fosse feito”, depois passaram a pedir que “a Celg valesse um real”. Em seguida passou a ressaltar que o acordo prestes a ser fechado (a expectativa é de no máximo três meses) se deu por meio de estudos e levantamento técnicos “da mais alta qualidade”. “Foram contratadas empresas de consultoras e avaliadoras com renome nacional e internacional. Por parte do Estado, a precificação foi feita pela Universidade Federal de Goiás”, sustentou.

Por fim, o tucano sugeriu aos adversários, sem citar nomes, que procurem conversar com servidores da Celg “para saber o que eles pensam” e como “avaliam o trabalho que fizemos nesses últimos anos”. Marconi defendeu que ao se associar a uma empresa pública do porte da Eletrobras, a Celg terá condições de atender às demandas energéticas locais.

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