Marconi apresenta balanço de 2016 e comemora: “Devemos ser os melhores do País”

Em entrevista coletiva, governador atribuiu números positivos à estruturação fiscal adotada em meio “a maior crise de todos os tempos”. Confira resultados

Marconi durante entrevista coletiva no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira

O governador Marconi Perillo (PSDB) reuniu a imprensa na manhã desta sexta-feira (30/12) para divulgar o resultado das contas do governo do Estado do ano de 2016. Em breve discurso, o tucano afirmou que dificilmente algum outro Estado do Brasil deve terminar o ano com resultados tão favoráveis à economia. “Levando em conta o saldo fiscal e financeiro proporcionalmente devemos ser o melhor do País”, comemorou.

Com números majoritariamente positivos, Marconi voltou a citar o salto do superavit primário, que saiu de R$ 6 milhões, em 2015, para R$ 600 milhões neste ano. Quanto ao resultado orçamentário, o Estado, segundo cálculos apresentados pelo governador, gastou R$ 600 milhões a menos do que o previsto. Já as receitas nominais apresentaram crescimento de 8% e crescimento real de 1,2%.

Devido à assunção da dívida da Celg com a União, condição para a privatização da companhia, o déficit nominal do Estado ficou em volta de R$ 1,5 bilhão. Marconi, entretanto, destacou os investimentos que a venda irá proporcionar ao Estado e lembrou que, não fosse o compromisso assumido, o mesmo resultado seria positivo em R$ 400 milhões.

Para 2017, o governador contabiliza investimentos entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões advindos de fundos, vinculações e convênios, fora o que será investido por empresas no Estado, como é o caso da própria Celg e também da Saneago. Ele cita, ainda, os investimentos nos municípios goianos, que contabilizará no próximo ano o montante de R$ 200 milhões, valor já reservado do Tesouro estadual.

Sem adiantar nenhum nome da reforma do secretariado, que deve ficar para o dia 1º, Marconi agradeceu os esforços de sua equipe econômica com destaque para a secretária da Fazenda Ana Carla Abrão. Ele atribui os bons resultados do Estado à estruturação fiscal adotada em meio “a maior crise de todos os tempos”, juntamente com um rigoroso controle em gastos com pessoal, além da redução de investimentos e outras medidas pontuais.

Cenário mais favorável

Divulgação

Durante a entrevista, Marconi também agradeceu à compreensão e esforços do presidente Michel Temer (PMDB) no que se refere a renegociação das dívidas do Estado. “Conseguimos economizar R$ 700 milhões em juros e amortizações no ano de 2016 e repetiremos o resultado em 2017”, celebrou.

Marconi lembrou, ainda, que a expectativa para 2017 é que os juros comecem a cair e, para que isso ocorra, destacou a necessidade da aprovação das reformas do governo federal, sobretudo a previdenciária.

Sobre o próprio pacote de austeridade, em parte já aprovada pela Assembleia Legislativa, o governador classificou como “normal” as manifestações contrárias, mas diz não acreditar em reduções substanciais daquilo que foi proposto pelo Estado.

Especificamente quanto ao aumento dos incentivos fiscais para instalação de empresas em Goiás por meio da criação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), Marconi ressalta que as emendas à proposta no Legislativo são bastante pontuais e não vê dificuldade para a aprovação. “Sabíamos que ia haver negociação. Mas é importante reforçar os resultados positivos que essas medidas causarão em uma economia próxima.”

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