Marconi anuncia aporte financeiro recorde do FCO para 2017

Em encontro com presidentes de federações e sindicatos nacionais, o governador de Goiás defendeu a diminuição de juros como forma de fomentar a criação de empregos

Marconi recebe presidentes de federações e sindicatos em encontro no Palácio das Esmeraldas | Foto: Divulgação

Marconi recebe presidentes de federações e sindicatos em encontro no Palácio das Esmeraldas | Foto: Divulgação

O montante do Fundo Constitucional do Centro (FCO) que será destinado para Goiás em 2017 deverá ser o maior desde que o Fundo foi criado: R$ 2,8 bilhões e os juros serão menores: passam de 9,5% para 8,5% ao ano. O anúncio foi feito pelo governador Marconi Perillo (PSDB) em encontro com integrantes do Fórum Empresarial nesta quinta-feira (22/12).

O encontro reuniu os presidentes das federações e sindicatos patronais: Fieg, Fecomércio, Facieg, Faeg, FCDL, Adial, entre outros. O governador fez uma saudação especial ao presidente da Adial Brasil, José Alves, pela cruzada que ele fez por todo o País, em defesa de juros mais baixos. Segundo Marconi, com os juros altos os empregos desaparecem e a crise se instala.

Aos empresários, o governador condenou a dependência que o Brasil tem hoje do capital externo. Para ele, só há uma saída do Brasil romper com essa situação: “Fazer as reformas”. Defendeu também a PEC do teto de gastos e a reforma da Previdência, que na visão de Marconi deveria ser mais “ampla e profunda”.

Marconi também falou dos indicadores positivos da economia goiana, apesar da crise nacional, a maior da história do Brasil. Contou que apenas quatro estados tiveram saldo positivo de emprego e Goiás foi um deles, com 5 mil contratações a mais do que demissões. Ele previu que 2017 será um ano melhor que 2016, com perspectiva de algum índice que indique a retomada do crescimento econômico.

A meta do governo estadual em 2017, explicou, será dar continuidade aos investimentos em infraestrutura e desenvolvimento, com foco no crescimento da indústria, do comércio e do agronegócio, “que tem salvado a lavoura do País”. Os recursos privatização da Celg, ressaltou, serão aplicados de forma planejada, a exemplo do que ocorre com o dinheiro da repatriação.

No encontro com o Fórum Empresarial, Marconi elogiou a condução da política econômica pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que é goiano, e disse torcer para que o Brasil entre nos trilhos. Por fim, disse que 2016 foi 50% melhor que 2015 e que 2017 deverá ser 100% melhor que 2016. E aproveitou para cumprimentar o empresariado goiano por contribuir com o desempenho positivo da economia do Estado, apesar da crise econômica nacional. “Se Goiás é hoje esse gigante do crescimento, da prosperidade, nós devemos isso a vocês”, arrematou Marconi.

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