Marconi: “Adoraria ver o PSDB disputando a eleição tendo Lula como adversário”

Em entrevista à revista “IstoÉ”, governador de Goiás falou sobre sucessão presidencial,  raxa no PSDB e a (ameaçada) aliança com o governo Temer

Divulgação/Governo de Goiás

Mais uma vez em destaque na imprensa nacional, o governador Marconi Perillo (PSDB) disse em entrevista à revista “IstoÉ” que adoraria que o PSDB disputasse a eleição presidencial do próximo ano, tendo como adversário o ex-presidente Lula, do PT.

Questionado sobre as vantagens do petista nas pesquisas de intenções de voto, o tucano ponderou que os levantamentos “ainda não refletem todo o grau de comprometimento com a mudança, nem o forte rigor com que serão avaliados os políticos”.

Marconi afirmou que, nas últimas eleições, o PSDB já alertava os brasileiros em todos os Estados para as dificuldades que seriam enfrentadas por conta das “irresponsabilidades fiscais dos governos petistas e suas ideologias demagógicas”. Por isso, diz que não acredita que o Brasil caminhe “em direção ao retrocesso” e eleja o presidente Lula mais uma vez. “Mas adoraria ver o PSDB disputando a eleição tendo como adversário o ex-presidente Lula”, ressalvou.

À revista, o goiano também falou sobre o cenário de indecisão do partido para a sucessão presidencial. Entre o governador Geraldo Alckimin e o prefeito João Doria, Marconi pondera que a legenda é a que possui maior número de nomes para a sucessão presidencial, o que mostra a importância do partido no processo político nacional.

O governador voltou a defender a realização de prévias em caso de inexistir consenso e foi questionado sobre a possibilidade de postular o próprio nome para a disputa. “Alckmin e Doria estão unidos em torno do mesmo projeto para o Brasil. Fico muito honrado e feliz quando meu nome é citado. Recebo isso como um sinal de reconhecimento e respeito pelo que temos feito por Goiás.”

Foco da entrevista da IstoÉ, o apoio do PSDB ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) também foi pauta do bate-papo. Defensor da manutenção da aliança entre as legendas, o governador ponderou que, neste momento crucial para o desenvolvimento do País, o que deve nortear as composições políticas é exatamente uma agenda de reformas e avanços.

Ainda sobre o assunto, Marconi também disse que o PSDB tem sido injustamente acusado de golpista, depois que os tucanos resolveram ficar ao lado do governo peemedebista para salvar o País do “desastre da gestão petista”.

“A agenda de reformas é uma agenda histórica do PSDB, que começou no governo Fernando Henrique Cardoso e foi abandonada por seu sucessor”, endossou em referência às reformas propostas pelo governo Temer.

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Raimundo

O apoio ao PMDB e ao Temer… vai custar caro ao PSDB em 2018.