Criminoso tem várias passagens pela polícia e foi preso pela Polícia Civil no início de agosto. Pedido partiu do MPGO e foi atendido por juiz de Aruanã

marcelo dos olhos verdes
Criminoso foi preso na Operação Esmeralda, desencadeada pela Denarc, em agosto | Foto: Reprodução/Polícia Civil

O líder do maior grupo de distribuição de pasta base de cocaína em Goiás e no Distrito Federal, Marcelo Gomes de Oliveira, o Marcelo do Zóio Verde, de 34 anos, preso em agosto passado, vai ter o nome alterado. Em 2013, o traficante havia conseguido a alteração de seu registro civil perante a Comarca de Aruanã, a 315 km de Goiânia, a fim de acrescentar o prenome José. A justificativa era a de que ele teria ficado conhecido assim após a morte do pai, quando tinha 14 anos.

Porém, no momento da mudança foi apresentada uma Certidão Negativa Criminal falsa. Agora, a alteração deverá ser desfeita.

A retirada do nome José foi uma recomendação do Ministério Público de Goiás (MPGO), acatada pelo juiz Enyon Fleury de Lemos, de Aruanã. A fraude foi descoberta por promotores após sentença favorável a Marcelo de Oliveira. O criminoso foi preso na Operação Esmeralda, desencadeada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) depois de dois anos de investigação.

A quadrilha liderada por ele movimentou quase trezentas toneladas de pasta base de cocaína entre 2012 e 2013. Segundo a polícia, o grupo lucrou R$ 83 milhões. Outros 14 suspeitos de participação no esquema foram presos.

Marcelo de Oliveira tem várias passagens pela polícia. Em 2000, ele foi condenado a 21 anos de prisão por roubo seguido de morte. Após cumprir parte da pena, foi para o regime semi-aberto e fugiu.

Posteriormente, conseguiu transferência para o Estado do Piauí, onde nunca residiu, o que surpreendeu os investigadores goianos. “Para a surpresa da corporação, apesar do seu passado criminoso, conseguiu uma decisão judicial favorável e passou a se chamar José Marcelo Gomes de Oliveira”, explicou o delegado Odair Soares, na época da prisão dele.

Já em 2007, em Goiás, Marcelo de Oliveira foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, quando usava o nome falso de Marcelo Gomes de Aguiar. No ano seguinte, conseguiu liberdade provisória e, após sair da prisão, todos processos contra ele desapareceram do Poder Judiciário.