“Manobra desesperada”, diz delegado Waldir sobre Celg GT atuar em distribuição de energia

“Soa absurdo, afirma o parlamentar que lembra que a empresa será privatizada, no futuro. Para ele, governo tem único objetivo de garantir empréstimos

Foto: Fernando Leite | Jornal Opção

O deputado federal Delegado Waldir (PSL) acredita que o plano do governo de Goiás de utilizar a Celg GT, de forma emergencial, para atuar na distribuição de energia no Estado, é manobra para conseguir mais empréstimos ao Estado. Para o líder do PSL na Câmara, a administração estadual busca recursos a qualquer custo.  

Waldir destaca, também, que a Celg GT não pode agir como distribuidora, pois “é outra finalidade”. Ele explica, inclusive, que empresa será privatizada, em breve. “Soa absurdo. É uma manobra desesperada e descabida”.

O parlamentar também diz que o povo de Goiás não pode ser penalizado por “má-gestão e que o governo federal não pode ser a porta de entrada para governos que não conseguem gerir o seu Estado”.

Celg GT

A Celg GT, que é uma geradora de energia, conforme discutido em reunião do último dia 6 entre o governador e parte da bancada federal goiana, se encarregaria de investir também na rede de distribuição com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Sustentável (BNDES). A empresa que cuida da geração teria acesso à rede da Enel e passaria a ter a responsabilidade de fazer as ampliações necessárias. Para isso, o BNDES daria uma linha de crédito de até R$ 2 bilhões.

Com esse investimento na rede, 480 megawatts seriam recuperados, dentro de uma ação emergencial. Em contrapartida, a Enel deverá aumentar a parte da tarifa que hoje é transferida para a Celg GT, de forma proporcional ao investimento realizado. “Haveria um reequilíbrio na repartição dessa tarifa. Assim a Celg GT recuperaria o investimento, sendo ressarcida ao longo do tempo”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Adriano da Rocha Lima, à época.

Cassação

Em relação a cassação da Enel, Waldir diz que se trata de um contrato legítimo com a gestão passada, que não pode ser rompido dessa forma. “Se ela não está prestando bons serviços, existem ferramentas e outras ações para cobrar”, disse ao citar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que é uma agência reguladora.

Para ele qualquer órgão federal ou parlamentar federal que se manifeste pelo rompimento está sendo abusivo. “Somos um Estado democrático e esse não é o caminho”.

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