Manifestantes organizam ato contra violência obstétrica e racismo

Protestantes pedem por justiça à mãe que perdeu sua filha no oitavo mês de gestação, na Maternidade Marlene Teixeira

Em Aparecida de Goiânia, manifestantes se organizam para protestarem contra caso de violência obstétrica e racismo que teria acontecido na Maternidade Marlene Teixeira. O ato acontece no próximo sábado, 19, às 15 horas, em frente a unidade de saúde.

A jovem preta de 24 anos, Ayah Akili, denuncia o sistema de saúde de Aparecida de Goiânia, após perder a sua bebê, Assata, no oitavo mês de gestação. O caso que aconteceu em outubro de 2021 veio à tona apenas em fevereiro de 2022 quando Ayah expôs seu relato nas redes sociais.

Ayah contou que desde o início de sua gestação sofreu violência obstétrica. Durante todo o pré-natal e ao longo da gestação, Ayah vivenciou casos de racismo, descaso médico e precariedade no atendimento. Exame básicos de gravidez, como de curva glicêmica e pré-eclampse nunca foram feitos.

Quando chegou o oitavo mês da gestação, durante um exame de ultrassom, o médico afirmou que não ouvia os batimentos da criança. Ayah procurou assistência e justificativa na maternidade, mas foi tratada com descaso e violência.

Ela relatou que enquanto fazia a indução do parto para a retirada do corpo, foi tratada de forma cruel pelos profissionais da saúde que chegaram a gritar e dizer que ela teria que se levantar sozinha, após o procedimento, porque ninguém iria carregá-la.

O nome do ato, “Justiça por Assata” é em homenagem à filha de Ayah. Os manifestantes pretendem irem vestidos de branco e acender velas no local.

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