Em entrevista ao Jornal Opção, militar diz que diálogo que gerou polêmica em redes sociais vazou sem sua autorização

Major da PM de Goiás, Carlos Eduardo Belelli | Foto: divulgação
Major da PM de Goiás, Carlos Eduardo Belelli | Foto: divulgação

“Se mexer com filho meu, vou matar sim, como qualquer pai faria”. Com estas palavras o major da Polícia Militar (PM) Carlos Eduardo Belelli respondeu ao Jornal Opção, como sua versão em relação à polêmica que foi gerada, após a publicação de um diálogo extraído de um grupo do aplicativo WhatsApp formado por policiais militares, em que o oficial conclama a corporação para empreender uma caçada para pegar os responsáveis pela morte do Danilo Fernandez Roriz, 19 anos.

O estudante, filho de policiais militares, foi morto com tiros de pistola 9 milímetros, na noite de segunda-feira, na Praça do Violeiro no Setor Urias Magalhães.

Polêmico o oficial da PM diz que não convocou outros policiais para formar um esquadrão que caçaria os responsáveis pela morte do estudante que é filho do capitão da PM, Ricardo Roriz e, da sargento Beatriz Roriz.

O assassinato do jovem é investigado pela Delegacia de Investigação de Homicídios da Polícia Civil. Segundo testemunhas, dois homens em um carro Hyundai HB20 branco teria desferidos os tiros que matou Danilo Roriz na Praça do Violeiro, região Norte da capital.

Procurado pelo Jornal Opção para comentar a polêmica, major Belelli diz que o texto foi extraído do grupo restrito da PM sem sua autorização, e que vai entrar com uma ação na Justiça contra os responsáveis pelo vazamento.

Polêmico, ele afirma que bandidos estariam matando policiais e filhos de policiais, e que o sistema é falho em reter criminosos na cadeia. “Isso é justiça? Estou dizendo que se matarem meu filho, se mexerem com meu filho, tomaria as medidas que acho necessárias. Isso é problema meu, é minha opinião. Se mexer com meu filho, mataria sim, como qualquer pai faria. Como pai não aceito, tomaria as previdências e responderia por elas.”, afirma.

Belelli ainda reitera que essa é a sua opinião como pai e como policial, e que bandidos “teria que confrontar como policiais, não com filho de policiais”. Ele diz que conhecia Danilo Roriz, assim como seus pais e que, em sua opinião, os responsáveis pela morte do estudante “teriam que morrer”. “Tem que matar sim, essa é minha opinião.”

PM

A assessoria de imprensa da PM foi procurada pela reportagem e respondeu por meio da seguinte nota:

“Com relação à gravação do Major PM Carlos Eduardo Beleli, divulgada nas redes sociais no dia 15 de setembro deste ano, onde expressou de maneira pessoal. A Polícia Militar de Goiás informa que a opinião do oficial em tela não representa a visão Institucional da Corporação. Ressalta-se que ele não tem nenhuma representatividade classista e que suas declarações serão apuradas em Inquérito Policial Militar, já instaurado pela Corregedoria.”