Major Araújo tenta explicar “Bolsa Arma”, se enrola e é vaiado em debate

Candidato a vice na chapa de Iris Rezende disse que projeto era apenas uma “provocação” ao governo do Estado

Major Araújo no debate do DCE da UFG

Major Araújo no debate do DCE da UFG

O deputado estadual e candidato a vice-prefeito na chapa de Iris Rezende (PMDB), Major Araújo (PRP),  passou por momentos constrangedores no debate promovido pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás (DCE-UFG), na noite desta terça-feira (20/9).

Representando seu candidato a prefeito, o militar foi questionado sobre seu polêmico projeto da Bolsa Arma — que ofereceria aos cidadãos goianienses um valor de até R$ 1 mil para compra de arma de fogo. À época da propositura, alegou que “80% da população” concordava com o projeto. “Não podemos tirar o direito do cidadão se defender”, disse.

Contudo, no debate na UFG, Major Araújo — que já atirou um tablet em outro deputado dentro do plenário da Assembleia Legislativa de Goiás — relativizou sua proposta.

“Nosso projeto apresentado na Assembleia visou nada mais nada menos que fazer uma provocação ao governo do Estado. Esperava que um professor universitário pudesse compreender as provocações que nós fazemos, que entendesse isso”, disse, alfinetando o candidato do PSOL, Flávio Sofiati (que é docente da universidade).

De acordo com o vice-prefeitável do PRP, o objetivo não era aprovar o Bolsa Arma “na íntegra”, mas apenas “fazer com que o tema da segurança fosse debatido”. A afirmação arrancou risadas da plateia.

Antes de terminar a resposta, Major Araújo pediu para que os temas de cada pergunta fossem respeitados pelos candidatos e acabou vaiado.

Ouça o momento:

Ato falho

Em uma outra resposta, Major Araújo acabou se equivocando ao explicar a função de um vice e a importância de observar a chapa completa que está sendo eleita.

“Precisamos observar a chapa completa para se eleger alguém é justamente suceder o prefeito. É… Suceder… Perdão, substituir o prefeito na sua ausência. Sucedê-lo também. No caso do Temer também [Michel Temer, do PMDB] e do impeachment de Dilma”, disse sendo interrompido por manifestações negativas da plateia.

O candidato a vice disse que Iris dá “muito espaço” na administração e quer “participar” bastante, sobretudo na segurança pública.

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