Major Araújo diz que sofreu “boicote” e “censura” da campanha de Iris

Deputado estadual, que venceu eleição como vice-prefeito, confirmou durante coletiva de imprensa que não assumirá cargo

Major cumprimenta a imprensa ao chegar à coletiva | Foto: Amanda Damasceno

Major cumprimenta a imprensa ao chegar à coletiva | Foto: Amanda Damasceno

O deputado estadual Major Araújo (PRP) confirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (5/12), que não assumirá o cargo de vice-prefeito de Goiânia.

Na Assembleia Legislativa, o militar elencou os motivos que o levaram a renunciar ao cargo: o primeiro deles — que já havia sido divulgado — foi o “apelo” dos segmentos que representa (em especial servidores públicos) para que ele permanecesse deputado, ante a um temor de “perda de conquistas”. Além disso, há também, segundo ele, uma nova composição no Legislativo, que “traz enfraquecimento” à oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB).

Major Araújo reconheceu que havia um mal-estar com a cúpula do PMDB do prefeito eleito, Iris Rezende. Falou em “boicote” e “censura” que sofreu durante e após a campanha e que havia, sim, resistência por parte dos peemedebistas a ele. “Acredito que poderia ter conflitos se eu assumisse e iria acabar isolado na administração, porque continuaria tendo meus posicionamentos. Não via sucesso”, explicou.

Contudo, fez questão de tecer elogios a Iris — a quem chama de “melhor referência na política estadual — e desejar sucesso à administração.

“Sei que Iris não governa sozinho, tem seus homens e eu não queria atrapalhar. Goiânia merece uma administração harmoniosa. O PMDB e o Iris podem fazer alianças pra eleger, na Câmara, um vice competente pra administração. Iris tem competência e está acima de qualquer um de nós pra conduzir o processo”, completou.

Questionado se não estaria fora de hora para fazer tal análise — afinal, se pensava assim, por que aceitou disputar?. Major Araújo explicou que tudo foi “rápido demais” e que não teve tempo para pensar melhor. “Iris decidiu em cima do prazo, e eu também decidi assim. Não fiz avaliações precisas a respeito. Mas penso que antes tarde do que nunca. Melhor agora que prejudicar a administração, colocando o prefeito em situação difícil”, justificou.

 

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