Mais uma Comissão Especial de Inquérito é protocolada na Câmara

Vereador Alysson Lima (PRB) quer investigação sobre as obras do BRT Norte-Sul, que estão paradas desde o final do ano passado

Vereador Alysson Lima, autor do requerimento | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Mais um pedido de Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi protocolado na Câmara Municipal de Goiânia. Nesta terça-feira (7/2), o vereador Alysson Lima (PRB) apresentou requerimento com mais de 20 assinaturas para investigar o Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul.

Um dos principais projetos da gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT), o corredor exclusivo de transporte coletivo tem 21,8 quilômetros de extensão, do Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, até o Terminal Recanto do Bosque, na Região Noroeste de Goiânia. Serão 148 bairros atendidos, com expectativa de 120 mil usuários por dia.

O BRT começou a ser construído em fevereiro de 2015, por meio de uma parceria entre o governo federal, da então presidente Dilma Rousseff (PT), e a prefeitura da capital. Os recursos, estimados inicialmente em R$ 390 milhões (atualizados para R$ 409 milhões em 2016), advinham do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com contrapartida da gestão municipal. No entanto, com a crise político-econômica, os repasses federais deixaram de ser feitos e a obra foi paralisada no final do último ano.

E é justamente isso que Alysson Lima pretende investigar: “Como não há prestação de contas, nem justificativas devidamente fundamentadas, embasadas em documentos hábeis e idôneos capazes de tirar dúvida sobre a forma de contratação […], necessário se faz que se apure todos os fatos, até mesmo para que se evite injustiças em relação à gestão anterior”.

Durante discurso na sessão desta terça (7), o vereador afirmou que pretende convidar o ex-prefeito Paulo Garcia e o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para prestar esclarecimentos sobre a obra. “Não se pode admitir que uma obra pública de fundamental importância para a capital, se prolongue no tempo por prazo indeterminado causando transtornos imensuráveis à população”, completou.

A obra do BRT Norte-Sul estava prevista para ser entregue em março deste ano, mas foi postergada para o final de 2017 e, como não há orçamento, segue sem prazo para conclusão. “Se continuar desse jeito, vai virar o VLT de Cuiabá, que está parado, um grande elefante branco e símbolo de desperdício do dinheiro público”, alertou o vereador.

No final de sua fala, Alysson Lima ainda comparou os recursos previstos para o BRT Norte-Sul com o valor de um ônibus comum: “Fiz uma investigação aqui e com os 340 milhões previstos, daria para comprar cerca de 1.133 ônibus novos”.

 

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