Três médicos cubanos abandonam o programa Mais Médicos

Dois dos desistentes trabalhavam em Minas Gerais e o terceiro atuava no Rio Grande do Sul. De acordo com o Ministério da Saúde, eles serão repostos

Mais dois médicos cubanos abandonaram o programa federal Mais Médicos, sem apresentar justificativa. Nessa quarta-feira (25/6) o nome de mais dois médicos desligados foi publicado no Diário Oficial da União. Somando aos 15 outros médicos que desistiram do programa o número de desistentes é de 17. Dois dos desistentes trabalhavam em Minas Gerais e o terceiro atuava no Rio Grande do Sul. De acordo com o Ministério da Saúde, eles serão repostos.

Com um total de 14 mil médicos, o programa é uma medida da presidente Dilma Rousseff para sanar os problemas da saúde no país. De acordo com o Diagnóstico de Saúde, o Brasil possui hoje 1,8 médicos por mil habitantes, um número muito inferior se comparado aos outros países. Além disso, outro problema é a carência de profissionais, no que tange à distribuição dos médicos por regiões, hoje, 22 estados possuem número de médicos abaixo da média nacional.

Para reduzir os problemas na saúde, foram publicadas no dia 09 de julho de 2013, no Diário Oficial, duas medidas presidenciais. A primeira foi a liberação de contratos à médicos estrangeiros, sem uma revalidação do diploma, o que deu abertura para a criação do Programa Mais Médicos e a parceria com Cuba, e a extensão do curso de medicina. O curso que tinha seis anos passaria dessa forma, ter mais dois anos extras, período em que os estudantes de medicina trabalhariam no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim foi criado o programa federal Mais Médicos, que conta com 11 mil médicos cubanos, e outros 4 mil brasileiros e de outras nacionalidades, atendendo comunidades que não possuíam profissionais da saúde para atender no SUS.

A contratação de cubanos pelo Mais Médicos se tornou objeto de polêmica por conta da falta de revalidação do curso e por ganharem menos que os demais profissionais inseridos no programa, cuja remuneração é de R$ 10 mil mensais. O governo brasileiro se defendeu explicando que acordou com o governo de Cuba que esse valor, por pessoa, é transferido para a Organização Panamericana de Saúde (Opas), que por sua vez transfere o dinheiro ao governo de Cuba, e lá pagam os médicos o valor hoje de US$ 1.245 (cerca de R$ 2,9 mil).

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