Pesquisa do IBGE mostra que o número é 18,9% dos 176 mil afastados do trabalho na pandemia

Trabalhadores da indústria | Foto: Reprodução

Do total de 176 mil pessoas afastadas do trabalho durante a pandemia em Goiás, cerca de 33,3 mil pessoas que corresponde a 18,9% deixaram de receber remuneração durante o mês de outubro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE e divulgada nesta terça-feira, 1º.

O número representa queda de 272 mil pessoas na comparação com maio, quando foi registradas 305 mil, e de 15 mil pessoas na comparação com setembro, quando havia 48 mil sem remuneração.

No entanto, Goiás registrou percentual abaixo do nacional (19,2%), posicionando-se como o 11º Estado com maior percentual de pessoas afastadas que deixaram de receber remuneração no País.

Ocupação

A boa notícia é que o levantamento do IBGE mostra que Goiás é o 5º Estado com maior nível de ocupação. Goiás registrou 3,17 milhões de pessoas ocupadas em outubro, o que representa aumento de 1,5% em relação a setembro (quando havia 3,13 milhões), maior quantidade registrada na pesquisa até o momento. A média nacional é 49,3%.

A desocupação também caiu. Em outubro o número de pessoas desocu-padas atingiu 466 mil, o mesmo valor de junho. Isso representa ruptura na ascensão. Em setembro, as pessoas sem emprego chegaram a 478 mil, número também registrado em agosto. A média goiana é de 12,8%, abaixo da média nacional, que é de 14,1%.

Informalidade

Goiás se manteve estável no número de pessoas trabalhando na informalidade. São ao todo 1,2 milhão de trabalhadores sem carteira assinada, o que representa 38,0% do total. O que é considerado estatisticamente estável na comparação com setembro, quando havia 37,5%.

Trabalho remoto

O levantamento ainda mostra que em Goiás, 209 mil pessoas realizaram o trabalho de forma remota no mês de outubro, o que representava 7,0% do total de pessoas ocupadas que não se afastaram do trabalho. Apesar de esta-tisticamente estável frente a setembro (199 mil), houve um aumento de 10 mil pessoas que desempenharam trabalho em home office.

Enquanto o estado permaneceu estável frente ao mês anterior, o percentual nacional caiu de 10,4% em setembro para 9,6% em outubro.