Macri faz comícios pelo país, enquanto Fernández se encontra com líderes mundiais

O presidente da Argentina, Maurício Macri, roda pelas cidades pedindo votos, brincando com crianças e beijando idosos; já Fernández, da esquerda, se encontra com o FMI 

Presidente da Argentina, Mauricio Macri, e candidato presidencial, Alberto Fernández, após debate em Buenos Aires | Foto: Reuters/Agustin Marcarian

O primeiro turno da eleição presidencial na Argentina, no domingo, 27, é marcado por dois candidatos desempenhando papéis trocados. O presidente, Maurício Macri, de 60 anos, da ala conversadora, faz comícios nas principais cidades do país, brinca com crianças e até beijou o pé de uma idosa de 70 anos chamando-a de “minha cinderela”.

Do lado do candidato de esquerda, embalado pela senadora Cristina Kirchner, o professor Alberto Fernández se reúne com autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI), líderes de países europeus e do México, empresários e banqueiros, segundo apurado pelo jornal Folha de S. Paulo. 

As pesquisas de boca de urna apontam para a vitória de Alberto Fernández ainda no primeiro turno, embora os dois candidatos estão em plena campanha. A última pesquisa da semana passada colocou Fernández com 20 pontos percentuais à frente de Macri.

Para eleger o presidente na Argentina, as regras eleitorais definem que um candidato precisa obter 45% dos votos ou índice superior a 40%, desde que a distância para o segundo colocado seja de ao menos dez pontos percentuais.

Na semana passada, o presidente Macri buscou recuperar votos na rua, com o tradicional porta-a-porta. Fernández passou a se encontrar com o mercado financeiro, que já o considera eleito. Se o professor vencer a eleição no domingo. 27, assumirá o cargo no dia 10 de dezembro.

Fernández afirmou estar com a equipe ministerial pronta e que Cristina Kirchner não fará ingerências na sua gestão, apesar de disputar o cargo de vice-presidente.

Segundo a Folha, os nomes que circulam com possíveis chances de assumirem cargos são Santigo Cafiero como chefe de gabinete, Felipe Solá nas Relações Exteriores, Eduardo “Wado” de Pedro no Interior, Matias Kulfas na Economia.

Debate

No ultimo debate, na semana passada em uma TV argentina, o clima entre os dois esquentou. Fernández chamou Macri de “mentiroso” e “irresponsável”. Por sua vez, Macri disse que o opositor estava de volta “com o dedinho acusador”, em referência ao modo em que Fernández e Cristina fazem ataques.

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