Mabel defende a existência de duas secretarias: da Economia e da Receita

Em conversa na Câmara de Anápolis, presidente da Fieg afirma que sonegação em Goiás é de quase R$ 100 milhões por mês, que é o equivalente ao corte de incentivos

Mabel defende a existência de duas secretarias: da Economia e da Receita Em conversa na Câmara de Anápolis, presidente da Fieg afirma que sonegação em Goiás é de quase R$ 100 milhões por mês, que é o equivalente ao corte de incentivos
Foto: Alex Malheiros

Sandro Mabel, presidente Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), esteve, nesta semana, na Câmara de Anápolis. Na ocasião, ele conversou com os vereadores sobre a importância de facilitar a instalação de novas indústrias no município e também acerca dos incentivos fiscais.

Segundo Sandro, os debates em relação aos incentivos fiscais ainda não foram superados. “Nós fizemos um acordo: está retirando R$ 1,3 bi da classe empresarial, que foi feito para ajudá-lo [o governador], mas os incentivos precisam ser respeitados, voltar ao normal. Uma empresa conta com aquele incentivo para pagar os empréstimos que fez no banco, seus funcionários… Não é só o Estado que têm problemas, todos nós temos”.

Para Mabel, é necessário haver a certeza e segurança jurídica. “E é muito ruim quando a Assembleia cria uma CPI para isso, e deputados falam que nós temos que cortar gordura… Então, isso desestimula os empresários que estão aqui”, criticou e complementou que os empresários acabam por querer ir embora. “E os que poderiam vir, não vêm”.

Sensibilidade

Ele exclama, também, que a Fieg trabalha para organizar Anápolis, mas se não houver atrativos, não “vamos conseguir fazer”. Apesar disso, Mabel afirma que o governador Ronaldo Caiado (DEM) tem sido sensível e que ele tem se encontrado com a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, para tratar o tema.

“Na minha opinião, estão tirando de quem paga e não buscam quem não paga”. Segundo ele, seria necessário ter duas secretarias: a da Economia e a uma da Receita, para acabar com a sonegação, “que é quase de R$ 100 milhões por mês, que Goiás não arrecada”.

Novas indústrias

Mabel vê no prefeito Roberto Naves (PTB) um parceiro no reposicionamento do município e no processo de industrialização do Estado.

Para ele, a cidade precisa ser rápida nas suas decisões. “O empresário precisa de decisões rápidas, quando vem para uma cidade, senão ele vai para outra”, disse ele ao sugerir aos parlamentares uma Lei que para que facilite ao Executivo ter condições de dar incentivos à atração de empresas. “Quando se coloca obstáculo, se muda para outra cidade”, disse.

Cidade do sim

Ainda conforme o empresário, a Anápolis precisa ser a “cidade do sim”. “Uma cidade que diz sim à instalação de novas indústrias, que facilita esse processo e que concede benefícios para que essas indústrias se instalem no município. Que diz sim à capacitação profissional, aos negócios, às oportunidades, à geração de emprego e renda”.

Segundo ele, para isso é preciso de uma ação forte para criar espaços no Daia, “tirando terreno de quem não constrói e permitindo que empresas se instalem em outros bairros”. Para ele, é necessário, ainda, criar um Núcleo simplificado para negócios, que possibilite ao empresário resolver tudo em um único lugar. “Além disso, precisamos de agilidade nas licenças ambientais, com caráter prioritário”.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.