O governo Lula dispensou mais de 50 militares que ocupavam funções administrativas ligadas à Presidência da República. As dispensas foram oficializadas nas edições do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 16, e desta terça-feira, 17. A decisão foi após suspeita de militares terem sidos convenientes com os atos golpistas de 8 de janeiro, que resultaram na invasão e depredação do Planalto, do Congresso e da sede do Supremo Tribunal Federal por extremistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais de 40 militares atuavam na administração do Palácio da Alvorada e outros nas residências oficiais. As dispensas aconteceram uma semana depois que a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, expôs à imprensa o mau estado de conservação no qual se encontrava a Alvorada.

Existem também dispensas em cargos do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), que é o responsável pela proteção do presidente e assessoramento dos militares e de inteligência.