Lula cobra de militantes obrigação de pagar “dízimo” ao PT

Em congresso, ex-presidente disse que petistas têm que ajudar a legenda, seja efetuando doações ou buscando verbas vendendo camisetas e adesivos

Ex-presidente brincou com a plateia ao mostrar cartão de cdrédito com estrela do PT| Foto: Ricardo Stuckert / instituto lula

Ex-presidente brincou com a plateia ao mostrar cartão de crédito com estrela do PT| Foto: Ricardo Stuckert / instituto lula

Durante o 5º Congresso do PT em Salvador, na manhã desta sexta-feira (12/6), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu tempo de discuso para cobrar dos militantes petistas maior participação nas arrecadações da legenda. “Militante precisa ter a obrigação de dar uma pequena doação ao seu partido”, disse o líder petista.

Entre as temáticas abordadas no evento está o sistema de financiamento. O debate foi em torno de formas como o PT pode se viabilizar financeiramente. “Na campanha de 1989 a gente vendia camiseta, adesivo de carro. Os tempos mudaram. Acho que naquele tempo a gente fazia PT com mais intensidade que hoje”, disse o ex-presidente.

No congresso, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que diante do fato da sigla não receber mais doações de empresas privadas — resolução feita em abril deste ano –, a legenda deve conseguir outras formas de se financiar. “Decidimos não receber recursos empresariais para financiar atividades do PT. Portanto, precisamos criar condições para financiar nossas ideias e nosso partido”, pontuou.

Também em abril deste ano, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor — 6 votos a 1 — da proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Em discurso, Lula disse ainda que o partido passa por um momento difícil e que é vítima de uma tentativa de criminalização. O ex-presidente afirmou que o PT precisa se oxigenar e, embora seja complicado, este é o momento de ressurgimento do partido. Lula também encorajou militantes a pedirem doações. “Eu acho que é um instrumento poderoso o partido sair para a rua trabalhar. A gente aproveita e, na conversa, pede uma contribuiçãozinha.”

O petista pediu que deputados e senadores dediquem um fim de semana do mês para atividades da sigla. “Deputado, senador, é uma autoridade. cada local que ele chegar vai dar uma entrevista para a radio local, pata p jornal, vai ajudar o PT a voltar a ser o que era.” (Com informações do Estadão e G1)

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