Líder libera base em votação de vetos do prefeito e causa polêmica na Câmara

Clécio Alves (MDB) acusou Tiãozinho Porto (PROS) de ter montado uma “base gelatina” na Casa e disse que não segue orientação do representante do Paço

Tiãozinho Porto (PROS), líder de Iris Rezende na Câmara | Foto: Alberto Maia

O líder do prefeito Iris Rezende (MDB) na Câmara Municipal de Goiânia, Tiãozinho Porto (PROS), liberou os vereadores da base na votação de dois vetos encaminhados pelo Paço na manhã desta quarta-feira (11/4). A atitude gerou polêmica tanto entre os aliados do prefeito quanto entre os opositores e o vereador do PROS teve que subir à tribuna para se explicar.

Por um lado, vereadores da oposição acusaram Tiãozinho de ter liberado o voto no microfone, mas “orientado” nos bastidores para que a base votasse para manter os vetos.

Por outro lado, Clécio Alves, líder do MDB na Casa, disse que Tiãozinho montou uma “base gelatina” na Casa. “O líder do governo montou uma base gelatinosa. Quero ver como vai fazer na hora de votar plano diretor nessa Casa. Eu não sigo orientação de líder de governo porque ninguém sabe o que ele representa aqui. Se é o governo ou o que é. Está deixando muito a desejar”, disse o vereador.

Diante das críticas, Tiãozinho pediu tempo na tribuna e rebateu. “Se o vereador Clécio, a quem respeito muito, ficou aturdido em ver o líder do prefeito liberar a base, então eu também deveria ficar aturdido com o líder do MDB indo contra o prefeito em tantas oportunidades. Eu tento dialogar com todos aqui. Respeito a todos e exijo respeito quanto às minhas decisões, porque se vier uma consequência de alguma atitude minha la no Paço, eu que vou lidar. Eu defendo e respeito muito o prefeito Iris Rezende, mas também respeito acima de tudo meus colegas vereadores”, disse.

Além disso, completou dizendo que não teve posicionamento dúbio na articulação da votação. “E se alguém tiver falado que eu liberei [a bancada] e depois pedi para votar de tal maneira está mentindo”, arrematou.

Outro integrante da base aliada, vereador Zander, disse que Tiãozinho deveria “ser melhor orientado” para chegar ao plenário sabendo o que de fato é interesse do Paço.

Estavam na pauta de votação três vetos encaminhados pelo prefeito Iris Rezende. O primeiro deles, a projeto do vereador Jorge Kajuru (PRP) que institui o programa “Doar sangue faz bem”, foi derrubado.

O segundo veto, também rejeitado pelo plenário, era à proposta do vereador Romário Policarpo (PTC) que regulamenta o serviço da agência da GCM como serviço público de emergência.

Um terceiro veto que estava em pauta, ao projeto da vereadora Sabrina Garcêz (PMB) que dispõe sobre a instalação de semáforos com botoeiras e faixas elevadas de segurança para travessia em frente a hospitais de saúde, não chegou a ser votado por falta de quórum e deve retornar à pauta na próxima quinta-feira (12/4).

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