Líder do governo tucano diz que há negociação para que PT migre para base

Deputado José Vitti comparou relação entre partido da oposição e PSDB como um namoro: “Quanto mais difícil, mais a gente gosta da moça”

José Vitti (PSDB) confirma movimentação do PT. Deputados petistas negam | Fotos: Marcos Kennedy e Y. Maeda

José Vitti (PSDB) confirma movimentação do PT. Deputados petistas negam | Fotos: Marcos Kennedy e Y. Maeda

Presidente eleito para o biênio 2017-2018 na Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Vitti (PSDB) confirmou, em entrevista à imprensa na tarde desta terça-feira (8/11), que há negociações entre o PT e a base do governador Marconi Perillo (PSDB).

Segundo ele, há uma pré-disposição do tucano-chefe para que haja a adesão dos três parlamentares petistas (Adriana Accorsi, Humberto Aidar e Luis Cesar Bueno) à bancada governista na Casa. Inclusive, para justificar a tese, o atual líder do governo destacou a boa relação com Adriana e Humberto. “Luis Cesar talvez seja o que tenha mais resistência, até por ser presidente metropolitano. Mas, acredito que a relação com o PMDB está insuportável, eles terão tratativa muito melhor por aqui”, disse.

Vitti chegou a comparar a relação do PT com a base marconista como um início de namoro: “Quanto mais difícil, mais a gente gosta da moça. Vai mais buquê, mais convite para jantar, essa resistência faz parte de uma relação”. Ao final, ele lembrou que não fala pelo governador e que é preciso avaliar o “tamanho do desgaste” que a sigla traria para o governo.

Não é bem assim

Contudo, ainda em entrevistas na Assembleia, Adriana Accorsi e Humberto Aidar refutaram veementemente qualquer tipo de aproximação com o governo Marconi Perillo. Ambos condenaram as declarações de integrantes da base neste sentido.

“Não há conversa, muito me estranha pessoas divulgarem isso sem falar conosco. É uma especulação de quem quer criar mais intriga do PT com outros partidos e até interna. É uma mentira, não há nenhuma base”, assegurou a deputada.

Para Aidar, a situação do PT no Estado já é difícil, ir para a base marconista seria “o fim”. “Nada contra o governo, mas não existe namoro. Só se for namoro platônico, daqueles que se quer namorar a menina e ela nem te conhece”, disse ele ao rebater o tucano José Vitti.

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