O líder comunitário de Aparecida de Goiânia, Jânio Santana, que se envolveu em uma confusão com o vereador Rosinaldo Boy neste sábado, 16, admitiu ter agredido o parlamentar ao pegá-lo pelo pescoço e jogá-lo no chão. Na queda, Rosinaldo, segundo sua equipe, bateu a cabeça e precisou ser levado a um hospital de Goiânia, onde ficou internado.

Em vídeo divulgado em suas redes, Jânio tenta justificar a agressão e afirma ter sido atacado primeiro por Rosinaldo, que segundo ele, usou uma colher de pedreiro para golpeá-lo. O homem, no vídeo, ainda mostra uma lesão nas costas que teria sido causada pelo vereador.

Segundo Jânio, a situação teria iniciado com um desentendimento na última sexta-feira, 15, quando, em sua versão, defendeu uma vizinha que teria acumulado entulho. “Hoje, eu estava voltando de um futebol, ele me parou, falou palavras pra mim e pediu pra eu descer do carro”, narra.

Nesse momento, ainda conforme Jânio, Rosinaldo o teria atacado com uma colher de pedreiro, momento em que ele teria desviado, agarrado o pescoço do parlamentar o atirado ao chão. “Não dei tapa nele, não deu murro, não dei chute”, diz, afirmando ter registrado um Boletim de Ocorrência contra o parlamentar.

A equipe de Rosinaldo, no entanto, afirma que Jânio usou uma pedra para empurrar o vereador.

Um vídeo obtido pela reportagem mostra o momento em que os dois discutem. Veja:

Internado no Hugol

O vereador Rosinaldo Boy foi levado para o Hugol, em Goiânia, neste sábado, 16, após cair e bater a cabeça. Segundo sua equipe, o parlamentar foi agredido por um líder comunitário – no caso, Jânio – que, usando um pedra, teria empurrado Rosinaldo. O caso aconteceu no setor Jardim Tiradentes, em Aparecida.

Ainda de acordo com a equipe de Rosinaldo, após bater a cabeça, ele passou a sentir “dores intensas” na cabeça e na coluna.

Rosinaldo permaneceu internado no Hugol para observação e acompanhamento médico. A suspeita é que ele tenha sofrido fratura na coluna em decorrência da agressão.

“De acordo com a avaliação inicial, os médicos informaram que na maioria dos casos, não há necessidade de procedimento cirúrgico. No entanto, por precaução e visando maior segurança no diagnóstico, os exames do vereador serão analisados por especialistas em coluna”, informou a equipe.

Quanto à agressão sofrida, o gabinete do vereador informou que a equipe jurídica “já está tomando as previdências cabíveis”.

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