Leite: beber ou não beber? Entenda e saiba como substituí-lo na alimentação diária

Especialistas comentam sobre o alimento que, mesmo sem lactose, nem sempre é uma opção para quem possui restrição, tem intolerância ou é vegano

Do inhame se obtem um extrato nutritivo, uma das opções para substituição do leite | Reprodução

O leite de vaca e seus derivados estão entre os alimentos mais consumidos no mundo pelo ser humano, único mamífero que, depois de adulto, continua o ingerindo. Em contrapartida, uma equipe de pesquisa internacional liderada por Mark Thomas, geneticista da University College de Londres, apontou que cerca de 70% dos adultos adquirem um tipo de intolerância à lactose, presente no leite.

Além disso, ainda existem pessoas que decidem não ingerir o leite por livre opção ou por aderir a movimentos como o veganismo que, em respeito aos direitos dos animais, não comem nada dessa origem. Neste caso, mesmo sem lactose, o produto continua sendo derivado da vaca.

Para o professor de leite e derivados do curso de Engenharia de Alimentos da UFG, a bebida é um alimento fundamental para o ser humano. “O leite é nutritivo e reúne diversas substâncias que são essenciais para nós, como proteínas, carboidratos, gorduras e minerais fundamentais”, explica. O especialista, no entanto, confirma que a bebida pode ser substituída, com ressalvas, por outros alimentos que possuam os mesmos nutrientes.

“O leite, em comparação com outros alimentos que possuem os mesmos nutrientes, é mais barato e melhor absorvido pelo corpo. Para conseguir chegar perto do que o leite nos oferece, são necessários vários alimentos e que, normalmente, são mais caros”, completa o professor.

Neste caso, para saber como substituir o leite de vaca, o Jornal Opção entrou em contato com a nutricionista especialista em nutrição esportiva e comportamental, Laura Vieira Carvalho, que deu dicas para quem opta por eliminar este alimento da dieta. “Extratos de vegetais são uma boa opção. Além do famoso leite de coco, existem os de inhame, oleaginosas (amêndoas, castanhas, avelã), soja, amendoim, aveia, quinoa, amaranto, linhaça, gergelim, semente de abóbora e arroz”, pontua.

De acordo com a nutricionista esses produtos podem ser encontrados nos supermercados, lojas especializadas ou podem facilmente ser feitos em casa. Mas para fazer corretamente e obter um melhor resultado, é necessário seguir as orientações e auxílio de um profissional adequado.

Laura reforça que “quando preparados da forma correta, além de ficar mais barato, é livre de conservantes, e sobram resíduos sólidos, que também podem ser utilizados para fazer outras receitas, como cookies, muffins, farofa entre outros”.

É o que faz o professor de inglês Vitor de Paula Brandão, que não toma leite e nada de origem animal por ser vegano, e utiliza o máximo que pode do que as plantas oferecem. “Os extratos que mais consumo são os derivados de soja, e os que faço em casa, de amendoim e coco, que aprendi seguindo a orientação de uma nutricionista”.

Vitor aderiu ao veganismo bem cedo. Segundo ele, o processo começou aos 14 anos e, hoje, com 20, é completamente adepto à causa. “A decisão depende muito de pessoa para pessoa, no meu caso, considero como uma forma de combater o impacto ambiental e defender os direitos dos animais. Em relação ao leite, não concordo em como os animais são tratados para a produção em massa do produto que, além de tudo, possui conservante”, diz.

Além dos produtos naturais, Vitor contou que também toma suplemento vitamínico, para ingerir cálcio, por exemplo, e afirma que dessa forma tem uma vida saudável.

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