Lázaro Barbosa apresenta em seu comportamento “traços chaves de um sociopata”, diz psicóloga

Buscas pelo suspeito seguem nesta quinta-feira, 17, completando nove dias. Equipes envolvidas somam mais de 200 policiais

Lázaro Barbosa | Foto: divulgação


Além da violência dos crimes, o que tem chamado  a atenção dos mais de 200 policiais que buscam por Lázaro Barbosa, de 32 anos, suspeito de assassinar quatro pessoas de uma mesma família no Distrito Federal (DF), entre outros crimes, tem sido a facilidade em escapar e sobreviver nas matas. Conhecido por ser astuto, essas características, tem sido chamadas por alguns de  ‘sobre-humanas’, e com isso o maníaco vem sendo intitulado como “satanista” até mesmo pela própria polícia.

A avaliação comportamental do suspeito, de acordo com a psicóloga, Bruna Tomazetti analisando a prática de cortar suas vítimas é um ponto. “Isso trás para nós traços chaves de um sociopata. As características de um sociopata seria desrespeito para leis costumes sociais, pelos direitos dos outros, a falta de remorso ou culpa e uma tendência para mostrar comportamento violento”, explica.  

Lázaro ficou conhecido nas redes sociais como o “serial killer do DF”. Ele é suspeito de cometer crimes como homicídio, roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo. Segundo a especialista, um serial killer tem algumas peculiaridades e no caso Lázaro talvez não se enquadrem.   

“O que é muito peculiar deste perfil [serial killer] seria humilhar as suas vítimas e fazê-las sofrer reforçando essa ideia de que o criminoso ele é degradante sempre. Ele [Lázaro] tem um comportamento agressivo e impulsivo, vi que ele mata e corta as vítimas, agora se houver indícios dessas outras práticas aí sim ele se enquadraria nesse perfil”, esclarece Bruna.

Crime como espetáculo

Para a psicóloga é certo que a situação se tornou um espetáculo e Lázaro pode estar se aproveitando disso. “Vejo que é bem plausível, pela situação que estamos acometidos com relação as mídias virtuais, o movimento da internet acaba gerando um certo frisson no criminoso”, pontua.

“Vejo que é uma situação que impulsiona essa visibilidade, essa capacidade de ser cada vez mais criminoso, de ser representativo no crime, de ser alguém que está se despontando pela virilidade da agressividade”, afirma a especialista.

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