Lavar calçada com água tratada pode dar multa de R$ 520

Proposta foi acatada por unanimidade e segue para a Comissão de Meio Ambiente. Multa para desobediência será dobrada em caso de reincidência

Policarpo: “Temos de mudar os hábitos da população”. Foto: Alexandre Tavares

Um hábito antigo para muitas pessoas agora pode pesar no bolso. Foi aprovado nesta quarta-feira (27) o projeto de autoria do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (PROS), que proíbe o uso de água potável na lavagem de calçadas. Aprovado por unanimidade em primeira votação, o texto prevê advertência ao infrator e multa de 152 UFIRs (aproximadamente R$ 520) ao reincidente – valor que pode aumentar em caso de nova infração.

De acordo com o projeto de lei, fica vetado o uso de “água tratada, potável, oriunda de poços artesianos ou da Saneamento de Goiás (Saneago)”. A votação foi simbólica e agora o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Goiânia.

A proposta estabelece que a limpeza das calçadas dever ser feita prioritariamente por varrição, aspiração ou outro meio que prescinda do uso de água, exceto se ela for proveniente de reaproveitamento. Caso seja aprovada em segunda votação, a regulamentação e a fiscalização serão de responsabilidade da Prefeitura de Goiânia.

“O objetivo principal do projeto é estabelecer uma cultura de redução do desperdício de água na capital. Estamos prestes a entrar no período de estiagem e o desperdício pode agravar e muito o problema de abastecimento”, disse Romário. “Temos de mudar os hábitos da população, estimulando que apenas água reutilizada seja usada para a lavagem de calçadas”, afirmou.

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