Laudo psicológico aponta que Patrícia Lélis é mentirosa compulsiva, diz delegado

Jornalista acusa o pastor e deputado federal Marco Feliciano de assédio sexual o assessor do parlamentar de tentar acobertar o caso

Patrícia Lélis acusou pastor Marco Feliciano de assédio sexual | Fotos: Reprodução

Patrícia Lélis acusou pastor Marco Feliciano de assédio sexual | Fotos: Reprodução

A jornalista e estudante de direito Patrícia Lélis foi diagnosticada com transtorno de personalidade chamado mitomania, que faz com que minta compulsivamente. O laudo psicológico que comprova o diagnóstico foi divulgado pela Polícia Civil de São Paulo que indiciou a jovem por denúncia caluniosa e extorsão na última quinta-feira (18/8)

Lélis acusa o assessor do deputado, Talma Bauer, de sequestro e cárcere privado num hotel na capital paulista, entre julho e agosto deste ano. O responsável pela investigação, delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP) da capital paulista é responsável pelo caso e disse em entrevista ao Portal G1 que recebeu documentos que comprovam o transtorno da jovem. “O laudo psicológico mostra que a moça é mitomaníaca, ou seja, é mentirosa compulsiva”. Ainda segundo o delegado, após concluir o inquérito, pedirá a prisão preventiva de Patrícia Lélis.

Ela também denunciou o deputado Marco Feliciano por assédio sexual e o acusa de ter tentado estuprá-la no apartamento dele em Brasília. Como o político tem foro privilegiado, este ramo da investigação não ficou a cargo da Polícia Civil de São Paulo.

A advogada de Lélis, por outro lado, defende que o laudo não representa uma análise conclusiva. O diagnóstico teria sido feito depois de apenas duas sessões, quando Patrícia tinha apenas 15 anos. O documento ao qual o delegado de São Paulo teve acesso é fruto de uma avaliação psicológica requisitada pelo Ministério Público do Distrito Federal como parte de inquérito que investigava uma denúncia da jovem de que um homem a teria estuprado várias vezes, em sua casa.

Relembre o caso
Patrícia Lélis, além de estudante e jornalista, também é militante do PSC, partido de Feliciano. No começo de agosto, a jovem de 22 anos registrou boletim de ocorrência contra o líder do partido na Câmara Federal, Marco Feliciano, por assédio sexual e contra seu assessor, Talma Bauer, por sequestro e cárcere privado.

Entre a primeira denúncia pelas redes sociais, e o registro de boletim de ocorrência, porém, a jovem hesitou várias vezes, chegando a desmentir a história por meio de vídeos.
A polícia que investiga o caso, porém, já descarta completamente a acusação da jovem, que de vítima, passou a ser investigada.

Segundo a polícia, além de depoimentos, gravações do hotel obtidas pela polícia levaram a investigação a desmentir a versão da jornalista de que foi sequestrada. Para a polícia, a gravação mostra que foi a estudante quem pediu propina ao assessor de Feliciano para não denunciar o pastor-deputado. Se somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão.

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