Kátia Abreu assegura que Dilma é honesta e que nunca furtou “uma caneta BIC” sequer

Ministra da Agricultura concedeu entrevista à Folha, quando defendeu a permanência da presidente: “Impeachment não pode ser com adjetivação”

A ministra Kátia Abreu e a presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de inauguração da Escola Nacional de Gestão Agropecuária | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

A ministra Kátia Abreu e a presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de inauguração da Escola Nacional de Gestão Agropecuária | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) durante entrevista à Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (28/9). Para a goiana, o impeachment é, sim, instrumento constitucional, porém, estão “atropelando” seus procedimentos legais.

Além disso, o processo, hoje, estaria embasado muito mais em “adjetivação” do que em “substância”. “Só vejo adjetivação, porque a presidente não gosta do Congresso, porque é impopular, porque briga, etc.”, defendeu a ex-DEM.

Goiana de nascimento e radicada na política tocantinense, a senadora asseverou confiança na honestidade de Dilma. “A presidente pode ter muitos defeitos, todos temos, mas ninguém nunca ouviu dizer que ela tenha furtado uma caneta BIC”, afirmou ela ao jornal.

Mesmo assim, Kátia Abreu fez questão de reconhecer que há um movimento dentro de seu próprio partido a favor do impedimento — encabeçado por aqueles que ela classificou como “sem espaço” e com “interesses feridos”. Contudo, estes não teriam o aval do vice-presidente. “Conheço Michel [Temer] o triplo de tempo que conheço ela [Dilma]. Ele jamais seria capaz de uma infâmia, de manchar seu nome”, relatou.

Questionada sobre a possibilidade do impeachment, a ministra alertou para a ineficácia de seus efeitos. “Nada seria mudado num passe de mágica e sem dor […] Não tem mágica. Um impeachment seria traumático para o País, para o emprego e para as empresas. E, no dia seguinte, viria a frustração, porque nada seria modificado com rapidez”, sustentou.

A Folha lhe perguntou, ainda, se a presidente estaria “emocionalmente bem”. Kátia Abreu se disse admirada com o controle de Dilma e completou: “Não significa que está alegre. Continua valente, brigona, aquele jeito dela, mas você não percebe que ela esteja um tom a mais nervosa por causa da crise”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.