Kajuru acusa Vanderlan de roubar herança e candidato do PP rebate: “resolveu inventar história”

Candidato ao Senado disparou ataques nas redes sociais 

Fotos: Arquivo

O candidato ao Senado pelo PRP, Jorge Kajuru, utilizou as redes sociais esta semana para atacar diversos candidatos e até pesquisas eleitorais do Estado. Um dos alvos foi Vanderlan Cardoso (PP), que também concorre a uma vaga como senador.

“Um empresário, que era um simples contador, e que de repente ficou bilionário roubando a herança de um senador assassinado em Roraima, Olavo Pires, por caso de narcotráfico”, acusou Kajuru.

De acordo com o vereador afastado, a família de Olavo acusa Vanderlan de ter roubado a fortuna e mudado para Goiás. “Ninguém de contador em Iporá fica bilionário da noite pro dia”, ironizou, sem apresentar provas das acusações.

Após a publicação da reportagem, o vídeo foi deletado da página de Jorge Kajuru.

Confira a declaração:

 

O Jornal Opção procurou Vanderlan e, como resposta, o senatoriável enviou a seguinte nota:

Kajuru tem o hábito de acusar de modo irresponsável; como, todos se lembram, já fez contra o próprio Caiado o acusando de corrupção. Kajuru reconheceu, depois, que não sabia a história quando fez a acusação. Comigo, tem feito ainda pior. É uma pena, pois esse mal costume retira a credibilidade de outras coisas que ele, eventualmente, diz com razão.

Depois de meu crescimento nas pesquisas, comecei a ser atacado por ele. Em um vídeo recente, publicado nas redes sociais, me acusa de ter ficado rico roubando a herança de um ex-senador. No vídeo, diz que eu era um mero contador em Iporá e que me tornei um homem rico assim. Em uma entrevista de rádio, ele havia dito que eu fui contador deste senador.

A confusão de Kajuru é tamanha, pois eu não sou contador, nunca fui. Nunca cursei Ciências Contábeis. Na verdade, não tenho nenhum curso superior, pois eu tive de começar a trabalhar cedo. O tal ex-senador era de Rondônia. Já o estado para o qual me mudei na juventude (aos 17 anos, com meus pais) foi Roraima. Eu sei que os nomes se parecem, mas, para uma acusação desta gravidade, a pesquisa deveria ter sido mais bem feita. É muito grave a injustiça que ele está cometendo comigo.

Minha vida empresarial é de conhecimento público. Em Roraima, abri um pequeno restaurante, no qual eu mesmo era o garçom. Com o tempo, se tornou um supermercado local. Voltei para o Centro-Oeste em 1993 e comecei, em Brasília, a Cicopal com apenas 30 funcionários, no Setor Industrial de Ceilândia. Em 96, a empresa migrou para Senador Canedo, com 70 funcionários. Hoje, empregamos mais de mil funcionários, fruto de anos de trabalho duro.

Nenhum dos meus adversários jamais encontrou um mal feito em minha história. E logo Kajuru, que se diz ético, resolveu inventar uma história que não tem sequer sentido lógico.
Diante disso, minha indignação é justa. Kajuru pode dizer o que quiser, peço apenas que tenha a responsabilidade de dizer a verdade e de checar as informações que propaga.

Kajuru também foi procurado pela reportagem, que aguarda o posicionamento do candidato. Ele não atendeu às ligações.

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