Desembargador Geraldo Gonçalves da Costa pediu mandados referentes ao Lyceu, Robinho e José Carlos de Almeida

Manifestantes na porta do Lyceu de Goiânia | Foto:  Reprodução/Ocupação Lyceu de Goiânia
Manifestantes na porta do Lyceu de Goiânia | Foto: Reprodução/Ocupação Lyceu de Goiânia

O desembargador Geraldo Gonçalves da Costa autorizou, na tarde desta segunda-feira (1º/2), a reintegração de posso de três escolas estaduais ocupadas por estudantes em Goiânia. Com a determinação, os ocupantes das unidades José Carlos de Almeida, Robinho Martins Azevedo e Lyceu de Goiânia serão notificados nos próximos dias.

De acordo com a decisão judicial, concedida no dia 14 de janeiro, os manifestantes das três escolas terão 15 dias para deixar os prédios a partir do momento em que receberem a notificação.

Caso não a desocupação não seja cumprida, os ocupantes terão seus CPFs inclusos no processo e terão que pagar multa diária de R$ 50 mil. Já com relação aos menores de idade, os pais ficarão a cargo do valor estipulado pela Justiça.

Na verdade, para o governo, interessa em especial a desocupação do Lyceu de Goiânia, já que os alunos desta unidade terão o ano letivo prejudicado com a ocupação. O José Carlos de Almeida foi desativado há dois anos e o Robinho foi desocupado na última semana.

A decisão judicial prevê, em último caso, o uso da força policial para a desocupação. No entanto, o governo do Estado assegura que pretende negociar, como tem feito nas últimas desocupações.

Atualmente, 17 escolas estão ocupadas pelos manifestantes contra a gestão compartilhada por meio das Organizações Sociais (OSs).