Justiça libera contas da Afipe e afirma que entidade é vítima em suposta ação criminosa

Além disso, juíza Placidina Pires considerou na decisão que associação já providenciou, por conta própria, a adoção de medidas internas para afastar eventuais riscos de reiteração das práticas ilícitas

Foto: Reprodução

Em decisão na manha desta quarta, feira, 23, a juíza Placidina Pires, Juíza de Direito da Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais, liberou as contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que haviam sido bloqueadas após a deflagração da Operação Vendilhões do Ministério Público do Estado de Goiás. Segundo a magistrada, a entidade é vítima na investigação.

Em um trecho da decisão, Placidina argumenta: “entendo necessário ressaltar que a Afipe figura como vítima dos supostos fatos criminosos objeto de apuração no Gaeco, de forma que não se mostra razoável a manutenção do bloqueio judicial, sobretudo considerando que a referida associação já providenciou, por conta própria, a adoção de algumas medidas internas para afastar eventuais riscos de reiteração das práticas ilícitas”.

Dentre elas, a magistrada destacou a troca do corpo diretivo, o afastamento cautelar do Padre Robson de Oliveira, a concessão de licença remunerada à investigada Rauane Carolina Azevedo até a conclusão das investigações, e, por fim, a rescisão contratual de Anderson Reiner Fernandes.

Em comunicado divulgado à imprensa, a nova direção da Afipe destacou que está tomando “todas as providências para que não haja nenhuma mancha ou dúvida nas suas ações, que sempre buscaram a evangelização”. Em outro trecho enfatiza que “a verdade precisa vir à tona para continuar a cumprir o dever de evangelizar através do Santuário de Trindade e nos meios de comunicação social”.

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