Justiça Federal suspende processo criminal contra Samarco

Defesa de ex-diretores da empresa quer anular ação, afirmando que foram usadas provas ilícitas 

A Justiça Federal em Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas Gerais, suspendeu o processo criminal que tornou rés 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR por causa do desastre com a barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. A informação é da Folha de São Paulo.

De acordo com os advogados do presidente da Samarco à época do desastre, Ricardo Vescovi, e o ex-número dois da empresa, Kleber Terra, escutas telefônicas usadas no processo foram feitas de forma ilícita.

“Como se nota, as defesas dos réus Ricardo Vescovi de Aragão e Kleber Luiz de Mendonça Terra suscitaram duas graves questões que podem implicar na anulação do processo desde o início”, disse o juiz Jaques de Queiroz Ferreira, da comarca de Ponte Nova (MG), onde a ação tramita. Além de Vescovi e Terra, há outros 19 réus no caso.

Ferreira determinou que companhias telefônicas se manifestem sobre o período em que os telefones foram interceptados, para que a questão seja esclarecida.

Além da suspensão, a defesa solicitou anulação do processo. A Polícia Federal de Minas Gerais diz que não foi comunicada, oficialmente, sobre o fato pela Justiça.

 

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.