Justiça determina que governo federal transfira pacientes do AM que podem morrer por falta de oxigênio

Por falta de UTIs aéreas, Ministério da Saúde diz que só pode transportar pacientes em estados menos graves da doença

Pacientes com coronavírus em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital Gilberto Novaes, em Manaus (AM) | Imagem: Michael Dantas/AFP

Um despacho da Justiça Federal determinou que a União promova a transferência de pacientes que podem morrer por falta de oxigênio em Manaus. O despacho foi um pedido dos Ministérios Públicos Federal e do Estado e Defensorias Públicas.

A capital do Amazonas enfrenta um colapso na sua rede de saúde, já que faltam cilindros de oxigênio para atender os pacientes, após um número recorde de internações por Covid-19. Nesta quinta, 15, o governo do Estado informou que 235 pacientes foram transferidos para outras federações do País.

Até o momento, mais de 223 mil pessoas foram infectadas no Amazonas, e mais de 5,9 mil morreram com a doença. Conforme o boletim, há 1.581 pacientes internados com Covid no estado, sendo 518 em leitos de UTI.

Falta de UTIs aéreas

Apesar da imposição da Justiça, o Governo Federal afirma que não tem capacidade para realizar os transportes de pacientes da melhor forma possível. O Ministério da Saúde não possui UTIs aéreas, e devido a isso, apenas pacientes com casos clínicos mais leves, sem agravamento no estado de saúde dos pulmões.

Por outro lado, familiares de pacientes com dinheiro para pagar pelo serviço fazem fila por uma UTI aérea privada. Em algumas empresas, já existem agendamentos de transportes de pessoas com Covid-19 até domingo, 17, partindo da capital do Amazonas.

As empresas que realizam o serviço de transporte aéreo dos pacientes revelam uma situação caótica. Os agendamentos devem acontecer com 48 horas de antecedência.

Quatro aeronaves fazem os transportes, sendo duas da Força Aérea Brasileira e duas de uma companhia privada, sob a responsabilidade do Ministério da Saúde. Os aviões estão equipados com oxigênio, mas não contam com serviço de terapia intensiva.

O Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi um dos espaços responsáveis por receber pacientes transferidos de Manaus.

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