Justiça determina o bloqueio de bens de servidor fantasma da Polícia Civil

Regivânio Pontes de Oliveira foi acionado pela pela prática de ato de improbidade administrativa, já que ele ocupava cargo de Assistente de Gabinete D desde agosto de 2011 e, supostamente, recebia seu salário sem a realização de serviços

A Justiça determinou a indisponibilidade dos bens do servidor comissionado Regivânio Pontes de Oliveira, lotado na Diretoria-Geral da Polícia Civil, até o limite de R$ 93.667,50. Ele foi acionado pelo promotor de Justiça Fernando Krebs pela prática de ato de improbidade administrativa, já que ele ocupava cargo de Assistente de Gabinete D desde agosto de 2011 e, supostamente, recebia seu salário sem a realização de serviços.

A juíza Suelenita Soares Correia determinou que a Diretoria-Geral da Polícia Civil adote imediatamente as medidas necessárias para suspender os vencimentos do acionado. Ao Jornal Opção Online, a assessoria da corporação afirmou que se manifestará depois que for notificada.

O caso de Regivânio veio a público no final do mês passado, quando foi divulgado que ele já teria recebido R$ 24,6 mil entre agosto de 2011 e maio deste ano. O funcionário fantasma alegou na época que foi convidado pelo deputado Marcos Martins (PSDB), ex-delegado da Polícia Civil, para quem atuava como assessor.

Por conta dessa situação, o MPGO pediu a condenação de Regivânio no valor de R$ 246,6 mil, totalizando 10 vezes o que teria recebido em 33 meses.

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