Justiça decreta prisão preventiva de mulher que matou filha e escondeu corpo por 5 anos

Professora de matemática de 37 anos foi presa na quarta-feira após confessar crime à polícia. Márcia Zacarelli matou a criança por asfixia, usando um travesseiro

A Justiça goiana decretou, na última quinta-feira (11/7), a prisão preventiva da professora de matemática Márcia Zacarelli, de 37 anos. Ela é suspeita de matar a filha recém-nascida e ocultar o corpo por cinco anos, em uma caixa colocada no escaninho do prédio em que morava.

A decisão é da juíza Wanessa Rezende Fuso Brom, em substituição na 7ª Vara Criminal de Goiânia. No documento, a magistrada destaca que os crimes de homicídio e ocultação de cadáver somam, juntos, penas superiores a oito anos, tratando-se de uma “imputação gravíssima”.

“As circunstâncias até agora apuradas são suficientes para demonstrar a real periculosidade da indiciada. É necessário, pois, uma postura mais rigorosa da Justiça em casos como o presente”, afirma Wanessa Brom.

Na decisão, a juíza também destacou que são necessárias mais investigações por parte da polícia, uma vez que Márcia fez menções a terceiros durante depoimento, sendo cogitada a participação de coautores no crime.

“Considerando a natureza e as demais circunstâncias dos crimes, a liberdade da autuada, neste momento, poderá, certamente, atrapalhar o decorrer da investigação e da instrução criminal”, reforça a juíza na decisão.

Caso

Márcia foi presa em flagrante na quarta-feira (10) e, perante autoridade policial, confessou o crime. Ela teria matado a filha no ano de 2011 devido ao fato de a criança ter sido fruto de uma relação extraconjugal.

Em depoimento, Márcia disse, ainda, que vivia uma crise em seu casamento na época e passava por um quadro de depressão. Conforme relatou a professora à polícia, ela matou a criança por asfixia, usando um travesseiro.

Questionada, durante o interrogatório, sobre a razão pela qual manteve o corpo da criança ao longo dos últimos cinco anos no interior do escaninho do prédio, Márcia afirmou argumentou recusa em se separar da filha.

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