Justiça decreta prisão preventiva de assassino do cartunista Glauco
03 setembro 2014 às 19h30

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Cadu, que tem esquisofrenia, é suspeito de latrocínio e de uma tentativa de latrocínio, em Goiânia

O juiz Gustavo Dalul Faria, da 5ª Vara Criminal de Goiânia, converteu nesta quarta-feira (3/9) a prisão em flagrante de Carlos Eduardo Sunfeld Nunes, o Cadu, em prisão preventiva. Assassino confesso do cartunista Glauco e de seu filho, o jovem é suspeito de latrocínio e de uma tentativa de latrocínio, em Goiânia.
Conforme nota divulgada pela assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a decisão se baseou nos indícios da materialidade e da autoria dos crimes por parte de Cadu. Além disso, segundo entendimento judicial, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública.
“A prova da existência do crime está consubstanciada nos depoimentos dos autos do flagrante delito, precipuamente pelo depoimento das testemunhas e condutores do autuado. A autoria se afigura robustecida, já que houve o reconhecimento por testemunhas como sendo o autuado quem efetuou a subtração dos bens e efetuou os disparos que levaram a vítima à morte”, explica o magistrado na decisão.
Entenda
Cadu é suspeito de envolvimento no latrocínio de Mateus Morais Pinheiro, de 21 anos, no último domingo (31/8), e na tentativa de latrocínio do agente prisional Marcos Vinícius Lemes D’Abadia que ocorreu na última quinta-feira (28/8), ambos no Setor Bueno, região nobre da capital. O agente prisional segue internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
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Em entrevista na manhã desta quarta-feira (3/9), o delegado Thiago Damaceno, responsável pelo caso, informou que duas testemunhas apontaram que Cadu está diretamente envolvido na tentativa de latrocínio do agente prisional. “Segundo as testemunhas, Cadu abordou e efetuou os disparos contra Marcos Vinícius. Além disso, temos filmagens e elementos que comprovam a ação criminosa e sua participação”, disse.
Com relação ao latrocínio de Mateus Morais Pinheiro, o delegado disse que está investigando. “Cadu estava com o veículo da vítima e portava uma arma com características semelhantes da usada no crime”, salientou.
Caso do Cartunista Glauco
Glauco e seu filho foram mortos em Osasco (SP), em março de 2010. Na ocasião dos homicídios, Cadu estava sob efeito de haxixe, maconha e também da mistura de plantas que dá origem à bebida utilizada em rituais do Santo Daime, do qual as vítimas e ele faziam parte. Após ser reconhecido pela esposa de Glauco, testemunha do ocorrido, Cadu confessou o crime.
Declarado inimputável pela Justiça em 2011, ou seja, incapaz de responder criminalmente pelos seus atos, o acusado ficou inicialmente em um complexo médico penal no Paraná, sendo transferido, no ano seguinte, para Goiânia.
Em setembro do ano passado, a Justiça de Goiás decidiu que Carlos Eduardo poderia sair da clínica psiquiátrica onde estava internado e voltar para a casa de seus pais. Conforme decisão judicial da época, Cadu, que tem esquizofrenia, estaria apto a passar para o tratamento ambulatorial.

