Justiça aceita denúncia contra policiais que agrediram publicitário e abandonaram criança no DF
03 fevereiro 2026 às 07h44

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A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra os policiais civis Gustavo Gonçalves Suppa e Victor Baracho Alves. Essa decisão da 8ª Vara Criminal de Brasília aconteceu após a ampla repercussão de vídeos gravados em julho de 2025. As cenas mostram os agentes agredindo um publicitário e abandonando o filho dele, de apenas cinco anos, no comércio da quadra 112 Norte.
A ação foi assinada pelo juiz Osvaldo Tovani, no dia 18 de dezembro de 2025. O magistrado considerou que os requisitos legais para a abertura do processo penal foram preenchidos e que há fundamentação para o prosseguimento da ação.
O magistrado destacou a presença de elementos informativos robustos nos autos. Entre as provas citadas estão um laudo pericial, o relato da vítima e de testemunhas, além de vídeos que registraram a suposta ação delituosa.
A decisão também esclareceu a situação do publicitário agredido pelos policias, Diego Torres Machado de Campos. O juiz mencionou que as condutas atribuídas a ele foram objeto de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) que tramitou na 1ª Vara Criminal de Brasília e já se encontra arquivado.
Entenda melhor o caso
Os agentes lotados na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) foram flagrados por populares agredindo Diego na 112 Norte, após um acidente de trânsito sem gravidade. O filho da vítima, de cinco anos, acompanhou tudo. Os policiais levaram o publicitário e deixaram a criança com estranhos na rua.
A ação policial teria ocorrido, após o publicitário atingir, sem maiores danos, uma viatura descaracterizada da DCA. Os dois servidores à paisana desceram enfurecidos e começaram a protagonizar cenas de violência em público.
Diego foi imobilizado, como mostram imagens feitas por testemunhas. Depois de alguns minutos, mais viaturas chegaram. O publicitário foi liberado da delegacia, horas depois do ocorrido.
Um dia após o ocorrido, a Polícia Civil do DF (PCDF) divulgou uma nota. No documento é informado que, após tomar conhecimento do caso, “foram adotadas de forma imediata todas as providências legais e administrativas cabíveis”.
“A Corregedoria-Geral da instituição instaurou inquérito policial e procedimento administrativo disciplinar para apurar, os fatos sob os aspectos criminal e funcional. Os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais e realocados em funções administrativas”, declarou a corporação à época do ocorrido.
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