A justiça goiana absolve Raimundo Queiroz de todas as acusações feitas pela antiga diretoria do Goiás. Nesta quinta, 9, a 1ª Câmara Criminal do TJGO reconheceu o recurso apresentado pelo advogado de Queiroz, comprovando a tese de viés político e financeiro da representação criminal. O advogado Márcio Messias Cunha explicou em sustentação oral que “as acusações que Goiás Esporte Clube fez contra seu ex-presidente Raimundo Queiroz tinha a finalidade de afastá-lo das disputas políticas internas pelo comando do time, bem como beneficiar o clube pelo não pagamento de dívida milionária com Renato Padilha”.

Marcio M. Cunha, advogado | Foto: Arquivo pessoal

A defesa argumenta ainda que as denúncias buscavam isentar o clube de responsabilidades frente a credor, bem como afastar qualquer possibilidade de oposição forte ao grupo que historicamente sempre comandou a entidade esportiva. Diante da argumentação, a justiça reconheceu ainda a legalidade dos contratos de mútuo e de confissão de dívida questionados no processo criminal, voltados a viabilizar os investimentos necessários no Clube.

Resta lembrar que nas gestões de Raimundo Queiroz à frente do Goiás, o time participou da Copa Sul-Americana, garantindo a participação na Libertadores da América e 3º colocado no Campeonato Brasileiro. “Esse foi um feito jamais alcançado, e o longo processo criminal desgastou a imagem de Raimundo junto a sócios e torcedores”, explica o advogado ao comentar que Raimundo chegou a perder sua condição de sócio vitalício do Goiás Esporte Clube.