Julgamento do Caso Martha Cozac entra no segundo dia

Acusados foram ouvidos durante a madrugada após mais de 15 horas de depoimentos de testemunhas. Expectativa é que decisão se dê ainda nesta quarta (8)

Juri é realizado no TJGO | Foto: Aline Caetano/TJGO

Juri é realizado no TJGO | Foto: Aline Caetano/TJGO

O julgamento de Frederico da Rocha Talone e Alessandri da Rocha Almeida, acusados da morte de Martha Maria Cozac e do sobrinho dela, Henrique Talone, de 10 anos, em outubro de 1996, entra em seu segundo dia nesta quarta-feira (8), no 1° Tribunal do Júri de Goiânia.

Os trabalhos foram suspensos pelo juiz presidente da sessão, Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, às 3 horas e retomados às 9h10. A expectativa é de que o júri deve se estender até o fim da tarde de hoje.

Os debates começaram com as argumentações do Ministério Público do Estado de Goiás que pode durar até 2h30. Em seguida, será a vez a defesa que poderá também usar o mesmo tempo. Durante o primeiro dia do julgamento, além do interrogatório dos réus que durou quase três horas, 19 pessoas foram inquiridas, sendo 10 arroladas pela acusação e 9 pela defesa.

O segundo dia dos trabalhos continua sendo acompanhado pelos familiares das vítimas e dos acusados.

Madrugada

Foi às 00h22, da última quarta-feira (8) que começou o interrogatório dos réus Frederico da Rocha Talone e Alessandri da Rocha Almeida, acusados de matar a empresária Martha Maria Cozac e o sobrinho dela, Frederico Talone, de 10 anos. Eles foram ouvidos após mais de 15 horas de depoimentos de testemunhas e informantes. O primeiro interrogado foi Frederico, que afirmou ao juiz que conhecia as vítimas e algumas testemunhas que prestaram depoimento hoje. O juiz que preside o júri, Eduardo Pio Mascarenhas, suspendeu os trabalhos por volta das 3 horas e retornará às 9 horas, desta quarta-feira.

Segundo Frederico Talone, Martha Cozac foi até a casa dele e o convidou para trabalhar com ela. “Minha tia (Martha) foi lá em casa e me convidou para eu trabalhar com ela. Ela disse que estava sendo roubada e precisava de alguém de confiança para estar com ela”, relatou. Ele reiterou que trabalhou com ela exatos 27 dias e durante esse período tiveram  uma “relação maravilhosa”.

“É possível que eles [Alonso e Valéria – pais de Henrique] querem responsabilizar um inocente porque tudo o que eles falaram aqui não é verdade. Eu não sou usuário de drogas”, disse. Ao ser questionado pela defesa sobre seus estudos ele emocionou e disse que teve de parar a faculdade porque foi apontado como assassino. Ao ser questionado sobre o que quer deixar para os filhos ele foi enfático ao dizer: “Honestidade, integridade e respeito”.

Após cerca de uma hora do interrogatório de Frederico, foi a vez do acusado Alessandri da Rocha Almeida ser interrogado e  falou até as 3 horas. Antes de dar detalhes dos fatos, o réu garantiu que é inocente. Disse que desde que entrou na Policia Militar, a única vez que foi envolvido com processo na Justiça, foi pela operação Sexto Mandamento, que inclusive foi por causa desse processo da morte da Martha Cozac, mas, segundo ele, foi absolvido nessa ação penal. Ele afirmou que não conhecia a vítima. “Se eu tiver visto a Martha uma vez na vida é muito”, reforçou. E que no dia do crime não estava em Goiânia.

Nas quase 20 horas foram ouvidas sete testemunhas e três informantes arrolados pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e 9 testemunhas de defesa. (As informações são da assessoria de imprensa do TJGO) 

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