Juíza nega destruição de provas pedida por Padre Robson

A magistrada repetiu a sentença do Desembargador Nicomedes Domingos Borges e determinou o depósito das provas em juízo

Padre Robson é suspeito de liderar grupo criminoso | Foto: Divulgação

A juíza de Direito da Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, Placidina Pires, voltou a negar o pedido da defesa do Robson de Oliveira Pereira (Padre Robson), para a destruição do material probatório apreendido (objetos e documentos) em desfavor dele.

A magistrada argumentou que “a restituição dos objetos apreendidos, antes do trânsito em julgado da decisão proferida no Habeas Corpus – assim como a destruição do material – poderá arruinar as investigações do Ministério Público, caso o julgado seja reformado, porque, de fato, há o risco de os próprios investigados destruírem esses elementos de prova (objetos e documentos apreendidos), por medida de cautela e prudência, hei por bem refluir da decisão anterior”.

A juíza também adiantou que, como ainda não houve trânsito em julgado da ação, seria temerária a adoção de tal medida extrema (de destruição das provas), sem antes aguardar o transcurso das medidas recursais cabíveis, inclusive, às instâncias superiores.

Também foi determinado pela magistrada que o Ministério Público de Goiás (MP-GO), tem um prazo de 48 horas para depositar todo o material probatório em juízo ou dependendo da quantidade de objetos e documentos, que seja entregue em depósito público devendo tudo ser certificado nos autos.

A defesa do Padre Robson por meio de nota informou que a Justiça manteve a determinação de impossibilidade de utilização do material apreendido pelo MP-GO porque não havia qualquer irregularidade a ser investigada. Determinou a imediata entrega de todo material apreendido pelo MP-GO para ser guardado pelo próprio Poder Judiciário enquanto o MP-GO maneja os recursos que pretende fazer.

Após isso, ocorrerá a destruição definitiva do material apreendido. Espera-se que o MP-GO cumpra a determinação judicial, o que até agora não ocorreu. Espera que a discussão fique restrita aos autos judiciais e não seja indevidamente levada para ambientes inapropriados com vazamentos maliciosos, até porque a Justiça já reconheceu que toda gestão da AFIPE é assunto interno, tornando todo e qualquer suposto “fato novo”, mais do mesmo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.