Juiz altera decisão que abre brecha para “cura gay” e proíbe propaganda de tratamentos

Texto permite, porém, estudos sobre homossexuais que se angustiem com orientação sexual

A Justiça Federal no Distrito Federal alterou, nesta sexta-feira (15/12), a decisão emitida em setembro que derrubava uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e abre brecha para que a  homossexualidade fosse passível de “tratamento”, o que ficou conhecido como “cura gay”.

De acordo com a decisão, fica proibido fazer “propaganda ou divulgação de supostos tratamentos, com intuitos publicitários, respeitando sempre a dignidade daqueles assistidos”. O texto porém, permite que pessoas infelizes com a orientação sexual possam receber atendimento em consultórios, e que profissionais estudem sobre o tema.

A decisão é assinada pelo juiz federal Waldemar Claudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal no DF.

Na época, o magistrado negou, por meio de nota, ter relacionado a homossexualidade a desvios comportamentais e também afirmou que não daria entrevistas sobre o assunto.

Campanha

Em setembro, o Jornal Opção, por meio de seu Instagram, ouviu políticos, especialistas e até mesmo os próprios jornalistas e colaboradores sobre a polêmica questão.

Apesar das muitas vozes, a mensagem foi resumida em uma só: o respeito pelas diferenças e a ideia de que o amor não é e não pode ser encarado como doença, mas, sim, a cura.

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