Jovem que acusa Feliciano de tentativa de estupro e agressão registra boletim de ocorrência

Jornalista Patrícia Lélis procurou a Delegacia da Mulher  no último domingo (7/8) e prestará depoimento à PGR, informa Estadão

Feliciano e a suposta vítima, em vídeos

Feliciano e a suposta vítima, em vídeos

A polêmica envolvendo o pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP) acaba de ganhar mais combustível. Isso porque o Estadão noticia, na tarde desta segunda-feira (8/8), que a jornalista Patrícia Lélis registrou boletim de ocorrência na noite do último domingo (7/8), em Brasília, contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), por tentativa de estupro, assédio sexual e agressão.

O B.O. foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e confirmado pela Polícia Civil, informa a reportagem. A jovem de 22 anos permaneceu no local por cerca de três horas e deve prestar outro depoimento até esta terça (9) à subprocuradora-geral da República, Déborah Duprat.

Patrícia Lélis já havia registrado um outro boletim de ocorrência há três dias em São Paulo contra o chefe de gabinete do político, Talma Bauer, que foi preso na última sexta-feira (5) por suspeita de manter a jovem em cárcere privado e obrigá-la a publicar vídeos negando as acusações. Ele foi liberado no mesmo dia.

O caso

A agressão teria acontecido no apartamento funcional de Feliciano, na Asa Norte de Brasília (DF). No dia 15 de junho, a suposta vítima afirma que levou um soco na boca, puxões pelo braço, após ter negado a proposta para ser amante (com alto salário e cargo comissionado no PSC) do deputado-pastor.

Ela conta que, após agredí-la, Feliciano tentou beijá-la e a arrastou para o quarto até que uma mulher tocou a campanhia e as agressões se cessaram. “Ele estava diferente, com os olhos vermelhos. Ele queria que eu terminasse com meu namorado e ficasse com ele”, afirmou à Coluna Esplanada, que divulgou o caso.

Após o episódio, a jovem procurou Feliciano pelo aplicativo WhatsApp e teriam trocado mensagens que comprovariam o ocorrido (veja aqui). O colunista destaca que ela foi obrigada pelo próprio parlamentar a apagar toda a conversa, mas, pelo iCloud, conseguiu recuperar os dados.

A jovem decidiu denunciar o caso há algumas semanas, mas houve idas e vindas por parte da suposta vítima. Por meio de vídeos, ela desmentiu a história, mas acabou mantendo a versão que confirma a agressão.

Marco Feliciano, por sua vez, diz ser alvo de ataques pessoais, promete apresentar provas de sua inocência e defende que Patrícia Lélis seja responsabilizada por falsa comunicação de crime.

“Quero dizer que embora esteja com o coração machucado, com minha família toda sofrendo, não vou julgar essa moça. Espero que Deus perdoe ela (sic) embora espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime”, afirmou em vídeo postado ao lado da esposa.

Veja o vídeo:

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