Segundo os autos do processo, a jovem denunciada é moradora de Niterói (RJ) e veio a Goiânia em busca do cantor Israel Novaes. Ela afirmou em juízo que se comunica por pensamento com ele, e por isso veio encontrá-lo

Um jovem psicótica foi absolvida das acusações de agressão e roubo cometido contra duas senhoras na porta do condomínio Alphaville, em Goiânia. Segundo os autos do processo, a jovem denunciada é moradora de Niterói (RJ) e veio a Goiânia em busca do cantor Israel Novaes. Ela afirmou em juízo que se comunica por pensamento com ele, e por isso veio encontra-lo.

Sem conseguir entrar no condomínio em que mora Israel, ela ficou nervosa e começou a ouvir vozes dizendo que ela deveria agredir as duas senhoras, que seriam as responsáveis pelo impedimento. Elas haviam acabado de descer do ônibus e, sem conseguir entender o que a agressora falava, pensaram se tratar de um assalto.

Depois que as agressões começaram, algumas pessoas tentaram separar a briga, até que a Polícia Militar chegou ao local e repreendeu a jovem. As vítimas preferiram não ir até a delegacia prestar queixa já que estavam atrasadas para o trabalho e a agressora foi liberada.

Passados alguns instantes, a mulher voltou à portaria do condomínio de Israel Novaes em busca de um encontro. Houve uma discussão com os seguranças e um novo episódio de agressão.

A PM foi acionada mais uma vez e encaminhou a jovem à delegacia. Momentos depois, uma das senhoras atacadas percebeu que já não estava mais com sua carteira, que carregava no sutiã e continha R$ 300. Ela voltou à mesma unidade policial para dar queixa.

No entanto, em juízo, a vítima disse não saber quem realmente levou a carteira. Levando em consideração que uma das pessoas que apartou a briga poderia ter se aproveitado do tumulto, a juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal, afirmou que as provas produzidas contra a jovem sobre o apoderamento da carteira “não são suficientes, firmes e seguras para embasar uma condenação”. Por isso, a magistrada aplicou, no caso, o princípio in dubio pro reo, que garante que, em caso de dúvida, deve prevalecer o estado de inocência, absolvendo-se o acusado.

Quanto à agressão ao segurança, o TCO relativo ao crime tramita em um dos Juizados Especiais da capital.