Jovair Arantes acredita que não haverá quórum para cassação de Cunha no dia 12

Segundo goiano, deputados estão envolvidos em campanhas eleitorais em seus Estados e, portanto, não podem comparecer à sessão

Deputado federal Jovair Arantes durante comissão do impeachment  | Foto: Zeca Ribeiro

Deputado federal Jovair Arantes durante comissão do impeachment | Foto: Zeca Ribeiro

O deputado Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara Federal, afirmou ao Jornal Opção nesta quinta-feira (1º/9), que não acredita que haverá quórum suficiente para a sessão que analisará o processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcada para o dia 12 de setembro.

Acusado de ter mentido na CPI da Petrobras e ser réu por corrupção e desvio de dinheiro, o ex-presidente da Câmara Federal renunciou ao cargo em julho deste ano, após o Conselho de Ética da Casa ter aprovado parecer pela cassação de seu mandato.

Segundo o goiano, os parlamentares estão muito ocupados em seus Estados, participando da sucessão eleitoral municipal de 2016. “São apenas 30 dias de campanha. Eu, por exemplo, tenho que rodar 64 cidades que eu tenho candidato a prefeito. Fora as outras 30 que tenho compromisso também”, afirmou e resumiu: “Ninguém vai estar lá, não vai ter quórum”.

Questionado se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), poderia alterar a data do julgamento de Cunha no plenário, Jovair acenou positivamente: “Pode mudar sim. Não tem ninguém morrendo, temos pautas mais urgentes para recuperar o País”.

Para que Cunha perca o mandato são necessários os votos de no mínimo 257 deputados.

O deputado federal goiano Jovair Arantes (PTB) foi o relator do processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aprovado no Congresso Nacional.

Cobrança

Líderes de nove partidos assinaram, na última terça (30/8). um cartaz simbólico fixado abaixo da Mesa Diretora, no qual se comprometem a comparecer e levar as bancadas para a votação da decisão do Conselho de Ética no dia 12.

A iniciativa partiu do PSOL, um dos partidos que entraram com a representação contra Cunha no Conselho de Ética e foi assinada também pelos líderes da Rede, PT, PSB, PPS, PCdoB, PDT, PSDB e DEM. Segundo integrantes do partido socialista, há a preocupação de que haja uma “manobra” envolvendo a base aliada do presidente Michel Temer (PMDB) para esvaziar a votação da cassação de Cunha na sessão do próximo dia 12.

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