José Nelto se retrata a procurador responsável por pedido de impugnação de sua candidatura

Peemedebista está liberado a concorrer a uma das 41 vagas da Assembleia Legislativa, mas há duas semanas amargou a angústia de ter seu nome na lista de possíveis impugnados

José Nelto concedendo a entrevista que resultou na matéria, no dia 15 de julho, durante inauguração do comitê político de Iris Rezende | Foto: Fernando Leite

José Nelto concedendo a entrevista que resultou na matéria, no dia 15 de julho, durante inauguração do comitê político de Iris Rezende | Foto: Fernando Leite

O peemedebista José Nelto, que busca se eleger novamente deputado estadual, entrou em contato com o Jornal Opção Online na manhã desta quinta-feira (31/7) a fim de fazer uma retratação a declarações dadas por ele no último dia 15 à reportagem sobre a impugnação de sua candidatura pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-GO). Trata-se da fala em que ele Nelto creditou a situação à “obra de um procurador pau mandado que quer prejudicar a oposição”. A entrevista foi concedida ao Jornal Opção Online na ocasião em que foi inaugurado o comitê político de Iris Rezende, na tarde do dia 15. No último dia 23 o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) decidiu por liberar o ex-deputado para concorrer normalmente nestas eleições.

José Nelto salientou que, se disse “alguma palavra” de forma ofensiva ou que poderia “denegrir” a imagem do procurador eleitoral, está, por meio da nota, tendo “humildade” de se “retratar e pedir desculpas publicamente.”

A candidatura de José Nelto esteve sob risco por conta de suposta situação de captação ilícita de votos. Ele explicou o caso em entrevista ao Jornal Opção na edição 2017, quando relatou que em 2006 “um cidadão que trabalhava” em um de seus comitês “transportou uma viúva com cinco crianças da Rodoviária para lá”. O peemedebista afirma que auxiliou a família, o que o levou a ser acusado de compra de votos e resultou na cassação de seu mandato na Assembleia Legislativa naquele ano. Todavia, afirmou ele, quando o caso chegou à Justiça a mulher admitiu ter recebido ajuda alimentícia, mas que não o conhecia pessoalmente e que não vota em Goiás, mas no Maranhão. “Portanto, não tinha como ela votar em mim. Então, fui absolvido por 6 a 0”, disse.

Íntegra da nota:

Tenho todo o respeito pelo procurador eleitoral Marcelo Ribeiro de Oliveira e pelo Tribunal Regional Eleitoral. Sempre respeitei a lei e o procurador agiu dentro da lei, cumprindo seu papel, que é o direito constitucional de impugnar qualquer candidatura. Ele é o fiscal da lei. É ele que tem competência para fiscalizar os partidos políticos e os candidatos. Ele pode impugnar qualquer candidatura. O procurador, pela informação que eu tenho, é um homem preparado, sensato e inteligente no cumprimento de seu papel profissional. Se eu disse alguma palavra, em alguma entrevista, de forma ofensiva ou denegri sua imagem tenho humildade de me retratar e pedir desculpas publicamente, caso tenha denegrido seu trabalho ou criticado seu trabalho junto à Justiça Eleitoral ou ao Tribunal Regional Eleitoral. Eu jamais sairia candidato se não tivesse uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Sempre respeitei a lei e continuarei respeitando como homem público e cidadão comum. Sempre respeitei as autoridades constituídas do nosso País. O que houve na matéria foi um mal entendido, pois jamais tive intenção de criticar o trabalho da nossa Justiça eleitoral, que é uma das mais sérias e honestas do País.

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