José Nelto critica situação financeira do Estado e reforça que recuperação fiscal é uma saída

Governador eleito, Ronaldo Caiado, já havia tocado no assunto em entrevista nesta semana. Entenda

Foto: Divulgação

Depois que o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) afirmou, nesta segunda-feira, 5, que a única saída para Goiás seria um regime de recuperação fiscal, outros parlamentares avaliaram a posição do democrata. O deputado estadual, José Nelto (PODE), por exemplo, afirmou que é uma opção, pois, segundo ele, o “Estado de Goiás está literalmente quebrado”.

“As finanças de Goiás podem ser comparadas às finanças do Estado do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Então, é preciso que haja aqui uma moratória ou um alongamento da dívida”, explicou, dando exemplo de que “para a privatização da CELG o governo de Goiás pegou três bilhões emprestado do governo federal, do tesouro federal e mais dois bilhões da caixa econômica federal e não pagou”.

O parlamentar questiona, ainda quem irá pagar a dívida. “Não é o governador Ronaldo Caiado quem vai pagar a dívida, nem deveria ser o povo goiano agora, durante os quatro anos […] então, não tem como se não houver um alongamento uma recuperação fiscal, porque não tem dinheiro, essa é a grande verdade”, assinalou.

José Nelto, sempre direto, declarou ainda que, agora, é o momento de “quem tem mais, dá um pouco de sacrifício”.

“O empresariado, a elite empresarial do Estado de Goiás já ganhou muito dinheiro não pagando impostos, e eu pergunto, e o pequeno empresário que paga seus impostos? O médio empresário? O sacrifico é enorme. Nesse momento é hora que haja o entendimento já está havendo esse entendimento praticamente já certo já para a votação dos incentivos fiscais”, explica o deputado se referindo à matéria, aprovada em primeira votação nesta terça-feira, 4, e que aguarda pela segunda votação, ainda esta semana.

O parlamentar concluiu garantindo que vai trabalhar com o governo eleito e com a bancada federal no Congresso Nacional para que haja uma mini moratória ou um alongamento da dívida, “porque é inviável o pagamento da dívida do estado de Goiás”.

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