Joesley e Wesley Batista disponibilizam R$ 1,5 bilhão e voltam ao comando da JBS

Acordo bilionário firmado com o Ministério Público Federal permitirá que irmãos continuem controlando o gigantesco grupo

Joesley e Wesley Batista ladeiam o pai, Zé Mineiro | Foto: JBS

Joesley e Wesley Batista ladeiam o pai, Zé Mineiro | Foto: JBS

Horas após a J&F (dona da JBS) anunciar a suspensão de Wesley e Joesley Batista da direção do grupo, o Estadão registra que os irmãos já conseguiram retornar aos postos ainda nesta terça-feira (13/9).

Segundo informa, os goianos firmaram um acordo com o Ministério Público Federal e terão que depositar em juízo R$ 1,5 bilhão até o dia 21 de outubro. O montante servirá de garantia até que o processo judicial que apura a participação dos dois em desvios e fraudes em fundos de pensão envolvendo a compra da Eldorado Celulose, empresa que pertence ao grupo.

O atual diretor, José Grubisich, também assinou o acordo e, embora não tenha sido afastado da função, teve seus bens bloqueados durante a Operação Greenfield. Joesley, Wesley e Grubisich terão de ficar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos durante todo o curso da investigação.

Júnior Friboi chegou a assumir a J&F — ao lado do pai, José Batista Sobrinho — nesta terça (13). Contudo, a passagem foi bem mais breve do que imaginara.

A decisão que os afastou foi proferida pelo juiz federal Vallisney de Souza, que ordenou que eles se afastem de qualquer função de direção em empresas ou grupos empresariais, além de qualquer atividade em mercados financeiros e de capitais.

Operação Greenfield

Deflagrada no último dia 5, a Operação Greenfield investiga desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil: Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa Federal), Petros (da Petrobras), Previ (do Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios).

Os irmãos Batista foram ouvidos pela Polícia Federal pela suspeita de que a Eldorado Celulose tenha sido fundida com a empresa Florestal com recursos vindos do Funcef e da Petros. Os aportes de capital também teriam financiado a criação da FIC Florestal.

De acordo com relatórios do MPF, os dois fundos de pensão teriam investido R$ 550 milhões na empresa mediante laudos superavaliados que acabaram por causar prejuízos às fundações dos funcionários da Petrobrás e da Caixa.

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