João Doria segue exemplo de Caiado e faz cortes em incentivos fiscais

Reforma que PSDB tentou obstruir em Goiás, agora é modelo para governo tucano em São Paulo

O governo de São Paulo enviou para Assembleia Legislativa do Estado um projeto de reforma que propõe um corte de 20% em todos os benefícios concedidos com ICMS, além da extinção de 11 empresas estatais. A medida proposta pelo Governador João Doria (PSDB) segue o modelo adotado pelo Governador Ronaldo Caiado (DEM), ainda em 2019 – a diferença é que agora os tucanos apoiam a medida.

Quando Ronaldo Caiado decidiu renovar o sistema de incentivos fiscais e criou o programa Pro-Goiás, já imaginava-se que poderia tornar modelo para outros gestores. O que não poderia prever era que um governante do PSDB seria o primeiro a seguir o exemplo, tendo em vista a oposição ferrenha que os tucanos impuseram a reforma proposta pelo Governo de Goiás.

Ao propor a reforma, João Doria demonstra assertividade em sua gestão, afinal todos os anos o governo de SP deixa de arrecadar R $ 40 bilhões de ICMS. Por outro lado, expõe como a oposição tucana feita ao Pró-Goiás foi apenas política, sem visar a saúde financeira do Governo de Goiás – que perdia cerca de R$ 10 bilhões de arrecadação ao ano com o antigo modelo.

Mesmo contrapondo seus correlegionários goianos, João Doria vai seguir um modelo de resultados. Em Goiás, os incentivos concedidos por quase vinte anos foram reconhecidamente excessivos, pois mesmo após o corte promovido pela Gestão de Caiado, a geração de empregos e atração de noas empresas seguiram tendencia crescente em todo o Estado.

Reforma de Dória
A proposta de João Doria prevê um corte linear de 20% em todos os benefícios concedidos com o ICMS. O texto também prevê a extinção de 11 empresas estaduais , entra autarquias e fundações até o início do ano que vem, em uma tentativa de amortecer os impactos nas receitas causados ​​pela pandemia do novo coronavírus.

Com a proposta, o governo pretende cortar 5.600 vagas no funcionalismo e elevar a arrecadação em R $ 8 bilhões, com a extinção de empresas como a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) , a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) e a Fundação Parque Zoológico de São Paulo , entre outras. A lista com proposta de fim das empresas estatais foi antecipada pelo portal G1 e confirmada pelo Estadão .

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